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#ELENÃO

sábado, 2 de dezembro de 2017

Filme do Dia: A Igualdade é Branca (1994), Krzysztof Kieslowski

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Igualdade é Branca (Trzy Kolory: Bialy, França/Tchecoslováquia, 1994). Direção: Krzysztof Kieslowski. Rot. Original: Krzysztof Kieslowski & Krzysztof Piesiewicz. Fotografia: Edward Klosinski. Música: Zbigniew Preisner. Montagem: Urszula Lesiak. Dir. de arte: Magdalena Dipont, Halina Dobrowolska & Claude Lenoir. Cenografia: Magdalena Dipont & Henryk Puchalski. Com: Zbigniew Zamachowski, Julie Delpy, Janusz Gajos, Jerzy Stuhr, Aleksander Bardini, Grzegorz Warchol, Cezary Harasimowicz.
               Karol Karol (Zamachowski) é um cabelereiro premiado que se encontra em apuros em Paris, após ser abandonado pela esposa, Dominique (Delpy), que ama perdidamente, mas não consegue manter relações sexuais. Sem dinheiro e sem ter onde dormir ganha trocados no metrô, fazendo som com um pente. Um conterrâneo polonês, Mikolaj (Gajos), o acolhe e promete a ele dinheiro se assassinar um homem que decidiu morrer, mas não tem coragem de se suicidar. Karol nega, mas tem a idéia de embarcar como uma das malas de Mikolaj, quando esse retorna à Polônia. Sua mala é roubada no aeroporto e ele é espancado pela gangue. Tenta voltar ao ofício de cabelereiro, mas sonha com bem mais e se aproxima de uma máfia local. Após algumas transações bem sucedidas se transforma em um rico e respeitado homem de negócios e torna Mikolaj seu sócio. Porém seu fervor por Dominique faz com que simule sua própria morte e a deixe como herdeira. Não deixa de se encontrar secretamente com ela e finalmente a possuí-la. Na manhã seguinte, no entanto, o aparente presente se transforma na prisão de Dominique, como culpada por sua morte. Karol a visita e se emociona na prisão.

Segundo filme da trilogia das três cores que foi o arremate final na carreira do cineasta. Talvez por ser o menos pretensioso e o mais bem humorado dos três acabe se tornando também o mais interessante. Para tanto se deve a soberba interpretação de Zamachowski e trilha musical de Preisner e o seu comentário ascético, mas nunca despido de vida, da proximidade que envolve as relações de amor e ódio, assim como seu humor negro, tipicamente polonês que, ao contrário de Polanski, nunca descamba para o cinismo. Seu  visual, com destaque para um trabalho de câmera primoroso, evidencia a crescente estilização de Kieslowski, que realizou produções bem mais despojadas em sua carreira polonesa. Faz referência, a certo momento, ao Desprezo de Godard. Urso de Prata no Festival de Berlim. CAB Productions/France 3 Cinéma/Le Studio Canal +/MK2 Productions/Tor Production.