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quarta-feira, 29 de julho de 2015

Filme do Dia: A Dança dos Vampiros (1967), Roman Polanski


A Dança dos Vampiros (Dance of the Vampires, Reino Unido/EUA, 1967). Direção: Roman Polanski. Rot. Original: Gerard Brach & Roman Polanski. Fotografia: Douglas Slocombe. Música: Krzysztof Komeda. Montagem: Alastair McIntyre. Dir. de arte: Wilfred Shingleton & Fred Carter. Figurinos: Sophie Devine. Com: Jack MacGowran, Roman Polanski, Alfie Bess, Jessie Robbins, Sharon Tate, Ferdye Mayne,  Iain Quarrier, Terry Downes.
       O professor Abronsious (MacGowran) e seu fiel ajudante, Alfred (Polanski) viajam a Transilvânia para investigar os mistérios associados a existência de vampiros. Após alguns dias na taverna de Shagal (Bess), Alfred passa a se interessar pela atraente filha de Shagal, Sarah (Tate), mas ela é seqüestrada pelo vampiro-mor da região, o Conde von Krolock (Mayne). Abronsius e Alfred seguem o estranho Koukol (Downes) até o castelo de von Krolock, onde são muito bem recebidos. A recepção, no entanto, não esconde os interesses, tanto do conde de apresentar a dupla para a sociedade vampiresca, quanto de seu filho, Herbert, particularmente interessado por Alfred.
      Filme menor na carreira de Polanski, realizado entre duas produções autorais (Repulsa ao Sexo, Armadilha do Destino) e uma de gênero (O Bebê de Rosemary) bem mais inspiradas. Ainda assim  chama a atenção por inovar na abordagem da sátira ao filme de horror, algo improdutiva desde o clássico A Noiva de Frankenstein (1934), de James Whale. Na verdade, não se trata de simplesmente debochar do gênero, que seria uma saída mais fácil, mas propriamente de imbricar um no outro, humor e terror.  Tal inovação pode ser percebida menos no seu escracho com a relação ao ressentimento de Shagal quanto ao tratamento aristocrático que o Conde e seu filho recebem ou na comicidade da atração homossexual que Herbert nutre por Alfred, que de forma mais produtiva na própria  dimensão visual do filme. Essa é não apenas marcada por um grafismo típico do universo dos quadrinhos como de uma original, e muito bem explorada, inserção do universo de vampiros associado com uma região de inverno inclemente. Seu tom explicitamente fabular é reforçado ainda mais por sua trilha sonora, leve paródia de temas góticos habitualmente utilizados nos filmes do gênero e pela narração que se ouve ao início e final do filme. Foi durante a realização do filme que Polanski conheceu Sharon Tate, sua futura esposa. Jessie Robbins, atuaria no mesmo ano como tia de Ringo em Magical Mystery Tour. O nome do conde é uma óbvia referência ao clássico Nosferatu (1922), de Murnau, sendo que o próprio caráter medroso de Alfred também deve muito ao herói daquele. Destaque para o logotipo da Metro que se transforma em um vampiro animado. Cadre Films/Filmaway Pictures para MGM. 108 minutos.

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