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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Filme do Dia: Entre Dois Amores (1995), Sydney Pollack





Entre Dois Amores (Out of Africa, EUA, 1995). Direção: Sydney Pollack. Rot. Adaptado: Kurt Luedtke, baseado nos livros Isak Dinensen: the Life of a Storyteller, de Judith Turman, Silence Will Speak, de Errol Trzebinski e nas memórias de Isak Dinensen. Fotografia: David Watkin. Música: John Barry. Montagem: Pembrooke J. Herring, Sheldon Kahn, Frederic Steinkamp & William Steinkamp. Dir. de arte: Stephen B. Grimes, Colin Grimes, Cliff Robinson & Herbert Westbrook. Cenografia: Josie MacAvin. Figurinos: Milena Canonero. Com: Meryl Streep, Robert Redford, Klaus Maria Brandeur, Michael Kitchen, Malick Bowens, Joseph Thiaka, Stephen Kinyanjui, Michael Gough.

A dinamarquesa Karen Blixen (Streep) aceita um casamento formal com o Barão Bror Blixen (Brandeur), que vive no Quênia. Ao chegar ao local tem que enfrentar várias adversidades, como o desejo do marido de plantar café, suas constantes saídas para safáris e traições, a I Guerra Mundial e a sífilis contraída do marido, que a faz retornar a Dinamarca. Ao retornar, estreita os laços com o aventureiro solitário Denys Hatton (Redford), de quem se torna amante. Porém o senso de autonomia de Denys não suporta a pressão de Karen, e ele também parte. Bror entra em acordo com Karen pelo divórcio. Karen perde toda a colheita de café em um incêndio. Falida, decide retornar para a Dinamarca. Denys afirma finalmente ter sido vencido e não conseguir mais se manter solitário, propondo uma união estável. Quando ela efetua a mudança e a venda de seus objetos, Bror chega com a notícia da morte de Denys em um acidente de avião.

Embora com todo o material para realizar um melodrama típico, Pollack faz uso de uma relativa contenção emocional no trato de sua narrativa inspirada na biografia da famosa autora de contos Isak Dinensen, antes de seu ingresso no mundo literário. O que não se sucede na meia-hora final do filme, crescentemente sentimental e manipulativa emocionalmente. O resultado final, no entanto, é bastante equilibrado para os padrões de super-produção em que o filme foi produzido. Mesmo a belíssima e tocante trilha musical de Barry não chega a ser utilizada de modo excessivo, a não ser, talvez em uma cena de vôo rasante de avião pelas pradarias africanas, uma das mais lembradas quando se evoca o filme. Tampouco os atores são excessivos em suas interpretações. O título brasileiro está longe de ser fiel, no sentido de que Karen não mantém uma relação com os dois homens ao mesmo tempo. Mirage Ent./Universal Pictures. 160 minutos.


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