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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Meu Caro Diário, 24/04/2011

 domingo. Acabei de me despedir de Vancarder, cerca de duas horas atrás. Voltei e revi foto por foto as cercas de 500 que tiramos no feriado. Algo de meio óbvio me veio a mente. A beleza da vida representada pelo movimento (crianças se jogando no rio em Morretes) e pela ausência dele (prédios, velhos em bancos de praça). O fluxo que escorre lentamente e nos faz também mais gordos – pesei-me em Morretes e para meu horror me descobri com 73 quilos, novo recorde! O fato é que as fotos me levaram a um mundo bem mais telúrico e intenso do que o cotidiano cinza da universidade. Porém, um prazer deslocado, prenhe da alienada necessidade de sobrevivência. Fugir da rotina, no feriado, foi de certo modo a confirmá-la. Pois os dias de exceção somente existem para confirmar a regra. Que assim o seja, pois d´outro modo acho que não me acharia, antes perderia o restante de razão que ainda possuo. Talvez a maior parte das melhores fotos tenham sido efetivadas por Vancarder, assim como talvez algumas das piores também. Sem dúvida, ele possui o domínio da técnica da câmera um pouco mais que eu. Pude ver o quanto sou abusado nas fotos, assim como ele também. Estou com vontade de enviar um cd para Cris e presentear Pedro e Lia com outro. O medo dos sentimentos é o que fode e ao mesmo tempo consegue fazer com que a vida seja tocada para frente. 

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