Filme do Dia: No Good for Anything (1908), Joe Rosenthal

 


No Good for Anything (Reino Unido, 1908). Direção Joe Rosenthal.

Após ter caído do transporte público em movimento e ter sido demitido do restaurante onde aprontava com os clientes, um homem aloprado tenta o alistamento nas forças armadas. Rapidamente é expulso de lá. Passa a ser homem-anúncio, passeando pelas ruas anunciando a peça “Um Marido Ideal”. E até mesmo nesta profissão não prospera, sendo alvo das traquinagens das crianças. Passaria então a comandar uma dupla de cavalos com um arado, mas fica o tempo dormindo e é denunciado ao seu patrão por crianças que o flagraram. O patrão o transforma em um espantalho.

Por mais temporãs que possam parecer as trapalhadas destas comédias, em um momento no qual uma narrativa mais orgânica estava sendo elaborada, Rosenthal, associado sobretudo com produções não ficcionais, tinha um certo tino para a lida com as imagens, embora aqui seja tudo filmado sem uso de decupagem, que ainda engatinhava do outro lado do Atlântico. Embora o personagem se aproxime de uma caricatura do elemento popular, não é exatamente o caipira que era motivo de graça nas cidades grandes, por não acompanhar os códigos de urbanidade e, ao mesmo tempo, consegue até mesmo apresentar um comportamento anárquico em relação a pessoas de situação social acima da sua em um restaurante, divertindo-se com elas até ser expulso. Esta versão é um relançamento de 1914 com o título The Man Who Never Made Good.|Rosie Films. 8 minutos e 20 segundos.

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