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terça-feira, 28 de junho de 2016

Filme do Dia: A Wild Hare (1940), Tex Avery



A Wild Hare (EUA, 1940). Direção: Tex Avery. Rot. Original: Rich Hogan. Música: Carl W. Stalling. Montagem: Treg Brown.

Nessa primeira incursão do personagem de Pernalonga, em sua forma que se tornou convencional (ainda que de traços levemente distintos de produções posteriores), também surge o personagem de Hortelino, deliciosamente dirigindo-se para a câmera e sendo tripudiado por Pernalonga. Talvez um dos traços que o diferencie da produção posterior do estúdio, seja a dos planos bem mais longos, investindo fortemente no efeito da dilatação do tempo para a construção da gag, de modo ainda mais demorado. Assim como para a ausência da utilização de efeitos fáceis ou excessivamente inverossímeis ao estilo das bombas e explosões habituais.  Destaque para os dois beijos na boca de Hortelino pelo malandro coelho e por também ter sido a primeira vez que surgiu a célebre expressão “what´s up, doc?” (traduzida para o português, como “o que é que há, velhinho?”), que acabaria se tornando título de uma comédia tributária das animações da Warner por Peter Bogdanovich, nos anos 70 (Esta Pequena é uma Parada). Assim como para a morte excessivamente auto-encenada de Pernalonga, evidente paródia dos dramas da época, que provoca o choro convulsivo de Hortelino. Leon Schelsinger Studios para Warner Bros. 8 minutos e 14 segundos. 

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