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quinta-feira, 9 de junho de 2016

Filme do Dia: Isto Acima de Tudo (1942), Anatole Litvak


Isto, Acima de Tudo Poster


Isto Acima de Tudo (This Above All, EUA, 1942). Direção: Anatole Litvak. Rot. Adaptado: R.C. Sheriff, baseado no romance de Eric Knight. Fotografia: Arthur C. Miller. Música: Alfred Newman. Montagem: Walter Thompson. Dir. de arte: Richard Day & Joseph C. Wright. Cenografia: Thomas Little. Figurinos: Gwen Wakeling. Com: Tyrone Power, Joan Fontaine, Thomas Mitchell, Henry Stephenson, Nigel Bruce, Gladys Cooper, Philip Merivale, Sara Algood, Qeenie Leonard.
        Prudence Cathway (Fontaine) ingressa na Força Feminina de Guerra, na Segunda Guerra Mundial, contrariando os interesses da família aristocrática, ao assumir uma posição comum a milhares de outras mulheres da classe média e baixa inglesas. Sua amiga, Iris (Cooper) não foge ao padrão. Apresenta-lhe um amigo do namorado, o misterioso Clive Brigss (Power). Logo nasce uma grande paixão entre ambos. Decidida a passar o final de semana em casa, após um longo período reclusa na Força, Prudence embarca com Clive e passa alguns dias juntos. Clive lhe apresenta um velho amigo, Monty (Mitchell). Monty pressiona Clive para que retorne ao Exército, já que ele é um desertor. Clive abandona a cidade e é tido como espião. Quando, ironicamente, decide se entregar, é capturado. Pede ao superior para retornar tarde da mesma noite, enquanto vai ao encontro de Prudence. Porém, é vítima dos destroços de um bombardeio alemão. Prudence, com ajuda do pai médico, Roger (Merivale), localiza e traz Clive para próximo da amada.

Esse drama de propaganda de guerra não disfarça com meios termos seu objetivo: reforçar uma frente única britânica anti-alemã. Nesse sentido, a personagem de Prudence (auxiliada por um pastor que irá ser determinante para a decisão final de Clive) é a voz da razão, que hostiliza tanto a fossilizada elite nacional, representada por sua própria família, que ainda pretende se comportar com o esnobismo de um mundo findo, quanto o radicalismo de Clive, que acredita que o nacionalismo do momento esconde as graves contradições sociais que o país vivencia. Nada mais didático do que o momento que Prudence afirma que tais contradições podem ser pensadas depois desse momento de necessária união de forças contra um inimigo comum. Ou ainda o longo e teatral discurso que faz referindo-se a dificuldade de evocar o que seja a Inglaterra. A empostação das interpretações soa hoje datada, sobretudo Fontaine, que não cessa de ilustrar o tradicional rosto de apelo feminino, que era comum no cinema de então. Os efeitos especiais, que incluem a queda de um avião, foram marcantes à época e não passaram despercebidos ao documentário auto-celebrador do estúdio, Fox – Os Primeiros 50 anos. 20th Century- Fox. 110 minutos.

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