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quarta-feira, 4 de maio de 2016

Filme do Dia: Chacun sa Nuit (2006), Pascal Arnold & Jean-Marc Barr


Chacun sa nuit Poster

Chacun sa Nuit (França/Dinamarca, 2006). Direção: Pascal Arnold & Jean-Marc Barr. Rot.Original: Pascal Arnold. Fotografia: Jean-Marc Barr & Chris Keoane. Música: Irina Decermic. Montagem: Chantal Hymans. Dir. de arte: Serge Borgel. Figurinos: Mimi Lempicka & Antigone Shilling. Com: Lizzie Brocheré, Arthur Dupont, Guillaume Baché, Pierre Perrier, Nicolas Nollet, Valérie Mairesse, Karl E. Landler, Matthieu Boujenah, Guillaume Gauix.
A adolescente Lucie (Brocheré), desde a mais tenra idade, possui uma amizade muito forte com os garotos, Nicolas (Baché), Sebastien (Perrier), Baptiste (Nollet) e, principalmente, com o irmão Pierre (Dupont), com quem possui uma cumplicidade, inclusive corporal, intensa. Os garotos formaram uma banda de rock que fez uma apresentação bem sucedida. Lucie e Pierre são órfãos de pai, desde sua morte em um acidente de moto. Quando o irmão, bissexual, subitamente desaparece, Lucie não consegue pensar em outra coisa. Quando o corpo é descoberto, vítima de violência,  Lucie não faz mais outra coisa que procurar sobre o possível assassino do irmão, assim como a causa de sua morte. Ela não se furta em constranger sexualmente o skinhead Romain (Gauix), que havia se enfrentado com amigos contra os rapazes, assim como dormir com um dos investigadores do caso e tentar seduzir um rapaz com problemas mentais, Paul (Landler) que habitualmente os espiava quando tomavam sol e nadavam nus. Namorando ao mesmo tempo dois dos garotos do grupo, mas sobretudo Sebastien, Lucie inesperadamente recebe a visita dos pais de um dos garotos, tendo encontrado o casaco de Pierre com ele, que se declara assassino do amigo, sendo que um deles, Baptiste, apenas observou a ação.
A dupla de realizadores, conhecida por uma filmografia dedicada a temas voltados para a sexualidade gay estrutura sua narrativa, baseada em fatos reais, de um modo que atraia um público gay, com um personagem gay que é morto e a enorme facilidade com que seu jovem elenco, sobretudo masculino, despe-se, sem tampouco sinalizar para um público mais amplo. Com relação ao último as cenas de intimidade gay são  reduzidas e, ainda pior, de forma quase perversa, o personagem homossexual mais uma vez é evocado apenas como uma presença fantasmática que efetivará justamente a motivação para que Lucie durma com vários homens procurando desvendar o mistério. Pior que deslizes desse tipo é mesmo a forma pouco estruturada e intensificada com que tudo é narrado, em grande parte dado ao vácuo quase absoluto sobre os personagens e suas motivações. A direção de atores é igualmente um de seus pontos fracos e as evocações do período de amizade compartilhada do grupo banais para dizer o mínimo. Constrangedor quando se compara com o  resultado que o contemporâneo Rosas Selvagens (1994), a partir de um tema também envolvendo sexualidade e juventude, conseguiu. Liberator Prod./CNC/Le Fabrique de Films para Le Fabrique de Films. 95 minutos.

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