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segunda-feira, 2 de março de 2015

Meu Caro Diário, 28/02/2005

segundo dia em São Paulo. Sentado em um banco do Conjunto Nacional. Triste ao ter que me despedir de mil pratas de um fundo de investimento tão arduamente erigido – é bem verdade que metade delas depositada há alguns dias. Bolando estratégias para transportar as coisas para a kit mobiliada na Heitor Penteado ao qual o Orlando dera um toque. E pensando a respeito da USP, (...). Pela primeira vez me parece que irei realmente morar só em minha vida. E logo aqui, em São Paulo. Merda é ter que voltar a trabalhar algum dia. Merda é acabar a bolsa e ter que segurar as pontas novamente. Merda é a necessária reinvenção de si mesmo sempre para poder suportar o rojão que é a vida.

No avião vim lendo as memórias de Gore Vidal – adoro memórias, fazer o que? – e constatando que foi-se o tempo que eu tinha realmente medo de avião. Hoje quase surtei de desconfiança com o casal de velhos proprietários da kit decadente onde pretendo descansar minhas chuteiras pelos próximos seis meses.

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