O Dicionário Biográfico de Cinema#356: Andrew Niccol
Andrew Niccol, n. Parapaumu, Nova Zelândia, 1964
1997: Gattaca [Gattaca: A Experiência Genética]. 2002: S1mOne [Simone]. 2005: Lord of War [O Senhor das Armas]. 2011: In Time [O Preço do Amanhã]. 2013: The Host [A Hospedeira].
Niccol é uma das figuras mais inteligentes e questionadoras trabalhando no campo do cinema de ficção científica que se une em alguns dos últimos desenvolvimentos de fato da ciência. Naturalmente, The Truman Show [O Show de Truman] é tão fantasia quanto ficção científica. Foi um roteiro escrito nas especificações por Niccol e oferecido a Scott Rudin. Muitas das pessoas que o viram e foram instigadas por ele, ficaram incertas se não poderia ter sido dirigido por ele próprio. Então Peter Weir chegou e fez algumas reescritas que suavizaram o conceito. Niccol teve o único crédito como roteirista e co-produtor e merece um grande crédito por esta obra-prima moderna e sua visão única do mundo assumida pela televisão.
Enquanto isso estava acontecendo, Niccol voltou-se para Gattaca, que escreveu e dirigiu e que é uma previsão dos riscos do controle genético. E é um filme fascinante, que apresenta a incomum habilidade de Niccol ao temperar horror com surrealismo. Poucos anos depois, Simone (que Niccol escreveu, produziu e dirigiu) diz respeito a elaboração de uma mulher sintética realizada em computador e desenhada a interpretar a protagonista em um filme dirigido por um personagem central, interpretado por Al Pacino (uma versão do Christoff de O Show de Truman). O papel de Simone foi vivida por Rachel Roberts, que se tornou esposa de Niccol.
Escreveu o argumento para The Terminal [O Terminal] (04), de Spielberg, com Sacha Gervasi e Jeff Nathanson creditados como roteiristas. Uma vez mais, O Terminal é não somente uma comédia negligenciada sobre estado, linguagem e aeroportos - é um filme digno de Jacques Tati, em sua abordagem do doce caos da vida moderna. O Senhor das Armas foi seu primeiro filme convencional ou realista, um estudo sobre o comércio de armas internacional, que Niccol escreveu e dirigiu.
Então veio um intervalo de seis anos antes de O Preço do Amanhã, outro filme mais intrigante no enredo que na execução, mas ainda fascinante e pessoal, com boas interpretações de Justin Timberlake e Amanda Seyfried. A Hospedeira veio de um romance de Stephanie Meyer, e foi o filme mais aborrecido de Niccol feito até agora. Resta saber se ele pode entregar uma obra-prima semelhante a O Show de Truman, mas é um dos poucos diretores com uma paixão genuína por projeções futuras sobre o nosso perigoso novo conhecimento.
Texto: Thomson, David. The New Biographical Dictionary of Film. N. York: Alfred A. Knopf, 2014, pp. 1918-19.

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