Filme do Dia: Banks of the Nile (1911), Charles Urban
Banks of the Nile (Reino Unido, 1911). Direção: Charles
Urban.
Sem dúvida alguma, o que mais chama a atenção do espectador de mais de um século após é o uso de um processo de cores precoce, Kinemacolor, aplicado a um motivo típico da cinematograrfia da época, um travelogue, que se rende aos temas pictóricos que encontra às margens do célebre rio egípcio. É, de certo modo, uma tentativa de renovação de interesse do público por um dos motivos fundantes do cinematógrafo, o do flagrante de cenas do cotidiano, que muitas vezes, já desde sua origem, trazia também o atrativo do “exótico”. O contraste com as colorizações artificiais até então utilizadas, sobretudo nos filmes de trucagens, é brutal, e até mesmo se poderia arriscar que ele traria um padrão mais realista que o Technicolor hollywoodiano de tempos após. E se inicialmente aposta-se no transporte de animais para um navio através de um guindaste, depois há opções que tendiam a um maior apelo pitoresco: mulheres dançando em trajes típicos, estrangeiros montados em burricos, pessoas escalando montes rochosos para ter uma vista panorâmica do rio. Charles Urban Trading Co. 6 minutos.

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