Filme do Dia: Os Dover Boys (1942), Chuck Jones
Os
Dover Boys (The Dover Boys at Pimento University or The Rivals of Roquefort
Hall, EUA, 1942). Direção Chuck Jones. Rot. Original Tedd Pierce, a partir
do argumento dele, Chuck Couch, Warren Foster & Roy Williams. Música Carl W. Stalling. Montagem
Treg Brown.
Em termos de traços, Jones pode ser
considerado mais moderno que seu colega ainda mais reconhecido, Tex Avery, não
sendo isso necessariamente um elogio, apenas uma marca distintiva de estilo. De
fato, percebe-se o quão pouca atenção se dá aos cenários de fundo, e as formas
geométricas, que tomam conta de queixos, bicicletas, pernas. E Jones não deixa
de extrair histrionismo disso tudo. Seja ao transformar a garota coquete com
seu típico guarda-chuva belle époque em uma maquínica cuco de relógio ou
andar sem mover os pés. Sua proposta aqui parece se destacar da produção
habitual da Looney Tunes, quase numa antecipação do que realizadores com
um pouco mais de espaço para voos mais autorais, fariam na década seguinte. Não
há personagens fixos, o período temporal é passado e tampouco se faz uso do
quase impositivo antropomorfismo. Também se faz uso de muita mais fala que o
habitual. E as convenções de um repertório envolvendo damas sequestradas aqui é
burilado com pitadas de anarquia (levando ela junto com a árvore no qual nunca
finda de contar para o jogo de esconde) e, melhor que isso, com gritos enquanto
mera expressão de uma donzela em perigo, e sem grande esforço, que seriam
retrabalhados ad nauseum pela animação comercial televisiva de tempos
depois. E, como saboroso desenlace, não apenas é o vilão que pede socorro aos
rapazes de Dover, como a donzela escolhe um quarto elemento para acompanha-la. Leon
Schlesinger Studios para Warner Bros. 9 minutos.

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