Filme do Dia: Milling the Militants (1913), Percy Stow

 



Milling the Militants (Reino Unido, 1913). Direção Percy Stow.

Mrs. Brown, militante sufragista, deixa seus três filhos com o marido, Mr. Brown. Enquanto ela participa de uma operação de dano a um prédio público, seu marido sonha ter se tornado primeiro-ministro. E a mulher, quando anda pelas ruas do centro comercial, é presa por dois policiais e levada à delegacia, onde é direcionada a uma pena de duas semanas de trabalhos forçados. Outras colegas suas trabalham na pavimentação de uma rua. O primeiro-ministro Brown chega no meio da ação das sufragistas de recuperação da rua. Um outro grupo é obrigado a desfilar uma semana de calças e outros acessórios masculinos. Tem também aquele que é obrigado a fazer greve de fome, preso por cordas a cadeiras. Mr. Brown acorda com a esposa lhe jogando água nele, sentado que está na poltrona na qual adormecera.

Já desde o início, a cartela  deixa evidente que se trata de um sonho da personagem o que o miolo principal da narrativa traz, o que em mãos mais talentosas, ou talvez em períodos mais desenvolvidos de narrativa, fosse trabalhado de forma engenhosamente mais ambígua. Há controvérsias se Stow teria efetivamente dirigido essa produção de um rolo. Três das sufragistas tem partes de seus corpos (braços, cabeça) presos a uma estrutura de madeira. Nessa vingança desdenhosa contra o movimento sufragista se ataca algumas das características observadas como mais salientes e caricatas então. Uma delas, evidentemente, é a presença de figuras masculinizadas, daí o uso obrigado de trajes masculinos ou de expedientes tipicamente associados a ações de grupos progressistas como a greve de fome. Notar o estilo mais próximo da Vitagraph de enquadrar de mais perto os atores. Clarendon. 7 minutos e 11 segundos.

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