Filme do Dia: Benzinho (2018), Gustavo Pizzi

 


Benzinho (Brasil, 2018). Direção: Gustavo Pizzi. Rot. Original: Gustavo PIzzi & Karine Teles. Fotografia: Pedro Faerstein. Música: Maximiliano Silveira. Montagem: Lìvia Serpa. Dir. de arte: Dina Salem Levy. Figurinos: Diana Leste. Com: Karine Teles, Otávio Müller, Adriana Esteves, Konstantinos Sarris, César Troncoso, Mateus Solano, Ariclenes Barroso.

Irene vive angustiada com as dificuldades financeiras para manter sua família, juntamente com o marido Klaus. Eles possuem quatro garotos. a irmã de Irene, Sônia, agora vivendo com a família, é constantemente asseadiada por seu ex-companheiro, ex-viciado. O filho mais velho de Irene, Fernando (Sarris) recebe a boa notícia de uma bolsa na Alemanha para jogar handebol, deixando insegura sua mãe, já que nem maioridade ele possui.

Pizzi, que praticava um excesso de sensibilismo em longa anterior (Riscado, com a mesma Teles, sua companheira), em aproximação maior com o circuito de arte, agora se volta para uma narrativa mais convencional, contando com alguns atores de apelo de público via tv (como Müller), embora o resultado, mais eficiente que seu filme anterior, seja extremamente prejudicado pelos excessos e clichês, como é o caso da ex-patroa. Teles defende de forma digna a construção de sua personagem, porém infelizmente tampouco livre dos excessos, sendo o filme praticamente um tour de force para ela/dela. Sua luta para cuidar das crias, apoiar a irmã e o marido, além de buscar um emprego estável, e da iminente partida do mais velho são apresentados de forma respeitosa, embora marcada por um paternalismo sentimental um tanto cansativo. Construída como eixo de identificação principal do filme, Irene ri, chora, cansa o espectador em sua persona mãe coragem a la Anna Magnani ou neurótica em que o chão é o seu limite como uma Gena Rowlands. Menos culpa da interpretação da atriz que provavelmente do roteiro (co-escrito por ela própria). |Bubbles Project/TVZero/Baleia Filmes/Mutante Cine para Vitrine Filmes. 95 minutos.

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