CONTRA O GOLPE CIVIL-MIDIÁTICO-JUDICIÁRIO EM CURSO E PELO RETORNO DA DEMOCRACIA

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Filme do Dia: O Corvo (1963), Roger Corman


Resultado de imagem para o corvo 1963

O Corvo (The Raven, 1963). Direção: Roger Corman. Rot. Adaptado: Richard Matheson, a partir do poema de Edgar Allan Poe. Fotografia: Floyd Crosby. Música: Les Baxter. Montagem: Ronald Sinclair. Dir. de arte: Daniel Haller. Cenografia: Harry Reif. Figurinos: Marjorie Corso. Com: Vincent Price, Peter Lorre, Boris Karloff, Hazel Court, Olive Sturgess, Jack Nicholson, Connie Wallace, William Baskin.
Um mago, transformado em corvo, vai em busca de um colega, Erasmus Craven (Price), que inseguro diante da grande maestria do pai morto, havia abandonado a magia. Diante do desafio, volta à ativa e volta a transformar Adolphus (Lorre) em humano. Adolphus afirma que virou corvo através da magia do perverso Dr. Scarabus (Karloff) e que a esposa de Erasmus, dada como morta, Lenore (Court), vive no castelo de Scarabus. O grupo vai até o castelo e passa por várias provações, que finda com um duelo entre Scarabus e Erasmus.
Em meio ao ciclo de adaptações de Poe dirigido por Corman, essa produção possui certa singularidade seja na presença de uma certa comicidade em relação ao próprio gênero, alentado em grande parte pela trilha musical, seja na reunião de nomes referenciais do passado do gênero (Lorre, Karloff) com o principal representante contemporâneo do mesmo (Price). Compartilha com os outros, no entanto, o fato de ser uma produção assumidamente B, com cenografia extravagante, mas nem por isso destituída de boas soluções visuais, como a da disparada da carruagem em uma paisagem algo tanto onírica,  que nem mesmo o canhestro castelo improvisado consegue apagar de todo. Seu momento mais lembrado, o do duelo entre os magos, um dos mais repletos de efeitos visuais de todo o ciclo, é mais interessante por sua sutil e histriônica alusão aos duelos de filmes de western. Destaque para o show de interpretação de Karloff e para a presença, de um promissor – em termos de beleza ao menos – e inexpressivo galã, na cola daqueles que faziam o apanágio das ficções e filmes de horror desde a década anterior, que é Jack Nicholson. Como outra “adaptação” do escritor de três décadas antes, dirigida por Edgar G. Ulmer, e com o mesmo Karloff no elenco, O Gato Preto (1934), o filme praticamente nada deve a obra de Poe. Alta Vista Prod. para AIP. 86 minutos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário