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sábado, 13 de maio de 2017

Filme do Dia: Shakespeare Apaixonado (1998), John Madden


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Shakespeare Apaixonado (Shakespeare in Love, EUA, 1998). Direção:  John Madden. Rot. Original:  Marc Norman& Tom Stoppard. Fotografia: Richard Greatrex. Música: Stephen Warbeck. Montagem: David Gamble. Dir. de Arte: Martin Childs& Steve Lawrence. Cenografia: Jill Quertier. Figurinos: Sandy Powell. Com:Joseph Fiennes, Gwyneth Paltrow,  Judi Dench,   Ben Affleck,  Colin Firth,   Simon Callow,  Geoffrey Rush,  Tom Wilkinson, Rupert Everett .
        Na Inglaterra Elizabetana, Will Shakespeare (Fiennes) se torna preocupado com a falta de sucesso no amor e de inspiração. Porém tudo muda quando nas audições para o que será a futura peça Romeu e Julieta, ele ouve um jovem recitando. Na verdade, como logo descobrirá, trata-se de uma mulher, a jovem Viola Delesseps (Paltrow), que lhe chamara atenção pela beleza.  Porém ela tem que se travestir de homem para poder se dedicar a sua paixão pelo teatro, já que na época as mulheres são proibidas de atuar. Logo, passam a viver uma intensa paixão, mesmo sabendo que Viola já se encontra prometida para casar com o arruinado nobre Wessex (Firth), que pretende levá-la para viver com ele na América. A inspiração começa a retornar com a paixão por Viola e as sugestões dadas por outro dramaturgo, Christopher Marlowe (Everett). As coisas se tornarão piores após o frustrado ator Webster, recusado para atuar em um papel feminino na peça, acusar a presença de uma mulher na produção para o representante da rainha, Tilney (Callow), surpreendendo inclusive o restante da trupe. O  teatro é fechado, para o desgosto de seu entusiasta proprietário, Philip Henslowe (Rush). Por outro lado, Wessex vem buscar a noiva para oficializarem o compromisso perante à rainha. Encontrando-se no momento na cama com Shakespeare, Viola, sempre acorbertada por sua dama de companhia, vai ao encontro da Rainha (Dench), com Shakespeare como dama de companhia. Com ciúme de quem pensa ser o responsável por se aproximar de sua futura noiva, Wessex assassinará Marlowe por engano. Após a cerimônia de casamento, Viola foge e vai para o teatro onde haverá a estréia da peça. Representa Julieta e Sheakesperare Romeu. Wessex chega no meio da apresentação e além de ser humilhado publicamente pela atitude da esposa, também o é pela ironia da rainha. Porém a vida é mais cruel que a ficção, e Wessex parte para América com Viola, enquanto Sheakespere segue a sugestão da amante de escrever sobre  a folia de reis.

Fazendo com que a narrativa da biografia do bardo se confunda a todo momento com a própria peça que pretende representar, Madden realizou um filme a mais no filão sheakespeariano dos últimos anos. Menos inspirado que Muito Barulho por Nada (1993) de Brannagh, na sua busca de evocar a ironia alegre e sutil das obras consideradas menores de Shakespeare, onde nem mesmo as poucas linhas diretamente reproduzidas do autor conseguem soar tocantes, assim como menos original na sua utilização da metanarrativa que o mais modesto Ricardo III (1996) de Pacino. Resta o show de direção de arte e a interpretação fraca do par central - no elenco quem se destaca mesmo é Dench como Elizabeth I - assim como um humor pouco sofisticado. Lembra, tanto por sua dependência dos efeitos de direção de arte como por sua metanarrativa calcada em peças de teatros escritas pelos autores clássicos que biografa, o igualmente convencional Marquise (1997) de Véra Belmont.  Bedford Falls/Miramax Films. 122 minutos.

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