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quinta-feira, 11 de maio de 2017

Filme do Dia: Christus (1916), Giulio Antamoro

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Christus (Itália, 1916). Direção: Giulio Antamoro. Rot. Original: Giulio Antamoro,  Ignazio Lupi & Maurice V. Samuel. Fotografia: Renato Cartoni. Cenografia: Giulio Lambardozzi. Com: Alberto Pasquali, Amleto Novelli, Leda Gys, Augusto Mastrapietri, Amalia Cataneo, Maria Caserini, Augusto Poggioli, Renato Visca.
Marco Antônio promulga edito que bane todos os cristãos de Roma. José e Maria fogem. Numa morada improvisada recebem a benção de terem como filho Jesus, que é visitado pelos Reis Magos. Jesus (Visca), desde pequeno, demonstra uma capacidade de liderança extraordinária. Já adulto (Pasquali), exibe  suas capacidades seja como homem piedoso, acolhendo a difamada Maria Madalena ou mesmo miraculosas, ressuscitando Lázaro, curando uma princesa egípcia ou caminhando sobre as águas. Sua popularidade passa a incomodar as autoridades romanas. Ele participa da última ceia com os apóstolos, antes de na manhã seguinte ser aprisionado. Levado a corte de Pôncio Pilatos, é condenado em oposição a Barrabás. Vivencia então o flagelo, a crucifixação e a morte, sendo acompanhado por sua sofrida mãe (Gys). Vem a ressuscitar do mundo dos mortos, subindo aos céus pouco tempo após.
Uma das primeiras Paixões de Cristo no formato longa-metragem, o filme de Antamoro torna-se bem menos sucedido do que a versão norte-americana de alguns anos antes, Da Manjedoura à Cruz, de Sidney Olcott. De início, o filme parece trair sua filiação menos ao gênero das Paixões do que aos épicos italianos grandiloquentes, de cenografias estilizadas e fazendo uso de sobreimpressões ao estilo de Nerone (1909). Depois, passa a fazer uso crescente de locações, sobretudo no Egito, período que ganha uma pouco comum referência bastante extensa na biografia de Jesus, provavelmente para destacar o uso das locações reais diante de monumentos egípcios como as pirâmides ou a esfinge de Gizé, algo que a produção de Olcott já acenara. Porém seja o modo que encavala os feitos dramáticos mais relevantes de seu biografado, de forma pouco orgânica, seja ainda a constante necessidade de referendar sua óbvia inspiração em quadros célebres de Da Vinci ou Michelangelo, como a  Santa Ceia ou a Pietá, soa demasiado redundante em comparação com a proposta mais realista, despojada e, inclusive, menos afetada em termos de interpretação, de Olcott. Aqui, pelo contrário, há um excessivo derramamento e languidez na figura de Jesus que chega várias vezes ao patético. Do mesmo modo sua contraposição brusca entre cenários extremamente estilizados e locações soa menos próxima do filme de Olcott, que de experiências anteriores como Vida e Paixão de Jesus Cristo (1905), de Zecca. Vencer (2009), de Bellochio, faz um uso surpreendentemente interessante de suas imagens. Società Italiana Cines.

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