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domingo, 11 de setembro de 2016

Filme do Dia: Tarzan dos Macacos (1918), Scott Sidney


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Tarzan dos Macacos (Tarzan of the Apes, EUA, 1918). Direção: Scott Sidney. Rot. Adaptado: Fred Miller & Lois Weber, baseado no romance de Edgar Rice Burroughs. Fotografia: Enrique Juan Vallejo. Montagem: Isadore Bernstein. Dir. de arte: F.I.Wetherbee. figurinos: E.M.Jahrhaus. Com: Elmo Lincoln, Enid Markey, True Bordman, Gordon Griffith, Kathleen Kirkham, George B. French, Colin Kenny, Thomas Jefferson.
Lord (Bordman) e Lady Greystoke (Kirkham) sofrem vicissitudes na sua viagem à África. Após um motim no barco, os pais  sucumbem na cabana improvisada em que vivem, vítimas dos macacos. O pequeno bebê é adotado pela gorila Kala. A criança cresce se achando também macaco, até que um dia quando se banha em um rio percebe a diferença. Após avistar alguns indígenas também passa a cobrir seu corpo. Binns (French), um marinheiro que havia ajudado os pais de Tarzan, e havia se tornado escravo dos árabes, reencontra a cabana e Tarzan. Ele o ensina a falar e escrever. O garoto se faz homem e defende  e se “apossa” de Jane (Markey), que participava de uma expedição à procura da família de Tarzan.
Esse que é a primeira – e talvez mais fiel – adaptação do romance de Bourrughs para o cinema, inclusive sendo estruturada a partir de capítulos, também lançou o primeiro ator a vivenciar o personagem em várias produções. Iniciando já com duas dúzias de planos de animais que se tornarão recorrentes nas produções do gênero posteriormente, o filme curiosamente apresenta logo a seguir um Tarzan menino, volta no tempo para demonstrar como aquele menino foi parar acordando em cima de uma árvore e passa então para o futuro dessa imagem e o tempo presente da narrativa, com Tarzan adulto. Mesmo que o primeiro plano da criança funcione mais como a apresentação do ator-mirim que irá interpretar Tarzan no momento inicial do filme e surja isolado, não se pode deixar de pensar em um flashback dentro de outro para definir esse momento do filme, e que talvez seja o que exista de mais interessante no mesmo, assim como uma curiosa exposição de nudez masculina tanto da criança quanto dos dois nativos que ela encontra se preparando para o banho, algo impensável na produção sonora do personagem – com a exceção da nudez feminina, certamente pensada como atrativo comercial mais palatável de Tarzan e Sua Companheira (1934), que mesmo assim seria censurada. Aqui, pelo contrário, é justamente a figura da mulher que é poupada a nudez. Jane permanece com um instransigente vestuário ocidental mesmo passando a viver nas árvores com seu novo companheiro. À menção fortemente etnocêntrica ao fato da criança ainda guardar elementos de sua herança de sangue não somente inglesa mas aristocrática (somente a primeira é constantemente lembrada pelos entretítulos, no entanto) se faz presente com uma constância que desaparece por completo da série vivida por Weissmuller, a mais célebre encarnação do personagem. National Film Corp. of America para First National Pictures. 55 minutos.


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