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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Filme do Dia: Concerto Sem Dó (1948), Friz Freleng



Concerto Sem Dó (Rhapsody Rabbit, EUA, 1946). Direção: Friz Freleng. Rot. Original: Tedd Pierce & Michael Maltese. Música: Carl W. Stalling.
Pernalonga, pianista virtuoso excentrico se apresenta em um teatro e acaba se deparando com um minúsculo rival à altura que acaba obscurecendo seu brilho, um rato, que ele tenta literalmente destruir sem sucesso.
É curioso perceber o quão distinto por vezes é o estilo de Freleng tanto em termos de narrativa quanto de traço dos desenhos com o mesmo personagem efetivados por Chuck Jones ou Robert Camplett. Com relação ao último, os traços mais despojados e menos detalhistas acabariam por derivar numa produção efetivamente empobrecida posteriormente, como é o caso de Shishkabugs (1962), realizado para a TV e assinado pelo mesmo Freleng. A relação entre música e animação é bastante intensa em todo o período clássico, podendo servir o desenho como mera ilustação (como é o caso da série Screen Songs) para a canção, se tornar um importante aliado (caso da série Color Classics), ser um tema que envolve o próprio personagem (como é o caso aqui e de The Cat Concerto, curta com Tom&Jerry que  advoga ter sido copiado por esse e vice-versa) ou interagir na concepção da própria forma do filme (caso de Fantasia).Na banda sonora uma salada musical que vai de Lizst ao Barbeiro de Sevilha, passando por um momento endiabrado de jazz. Como é tradição nesse subgênero, a platéia nunca é sequer entrevista, sendo todas as reações, inclusive as mais radicais – caso do tiro que Pernalonga lança contra o homem que o atrapalha tossindo seguidamente na abertura de seu concerto – observada da perspectiva unilateral de seu protagonista. E, como boa parte das vezes, é esquecida no meio das estripulias, não  se manifestando ao final. Warner Bros. 7 minutos e 14 segundos.

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