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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Filme do Dia: O Crocodilo (2006), Nanni Moretti

O Crocodilo (Il Caimano, Itália, 2006). Direção: Nanni Moretti. Rot. Original: Francesco Piccolo & Federica Pontremoli, sob argumento deNanni Moretti & Heidrun Schleef. Fotografia: Arnaldo Catinari. Música: Franco Piersanti. Montagem: Esmeralda Calábria. Dir.de arte: Giancarlo Basili. Figurinos: Lina Nerli Taviani. Com: Silvio Orlando, Margherita Buy, Jasmine Trinca, Michele Plácido, Giuliano Montaldo, Antonio Luigi Grimaldi, Nanni Moretti, Jerzy Stuhr.
O realizador de produções trash Bruno Bonomo, pretende realizar sua volta ao cinema, dez anos após seu último filme, com uma produção sobre Cristóvão Colombo. Porém, após a desistência do produtor, ele aceita o roteiro da inexperiente Teresa (Trinca), obra crítica ao primeiro-ministro Sílvio Berlusconi. Ao mesmo tempo, seu casamento com Paola (Buy) se encontra em frangalhos, e Bruno passa a morar em outro local. Seus ciúmes da ex-esposa o fazem passar por situações vexatórias.
Longe de seus filmes mais inspirados (Caro Diário, Aprile) Moretti volta a lidar com uma série de estratégias já utilizadas em suas produções anteriores, tais como, personagens semelhantes a si própros na vida real, crítica política, relação entre realidade e ficção, metadiscurso, etc. O resultado final, é menos interessante pela recorrência de elementos já presentes em seus filmes anteriores do que pela ineficácia seja em termos de humor ou dramáticos das situações descritas. Mesmo a original e ousada referência direta ao homem mais poderoso da Itália tampouco é pródiga em originalidade. O filme, enfim, parece se  render a estratégias dramáticas mais convencionais. Nesse sentido, se encontra a própria inclusão na banda sonora de The Blower´s Daughter (hit presente na trilha de Perto Demais) e flertes com um sentimentalismo habitualmente ausente na obra de Moretti. Existem inúmeras referências, evidentemente, ao próprio universo do cinema italiano, ao período do filme político engajado e aos atores que se tornaram “astros” nesse tipo de produção, assim como realizadores (no caso, contando com a participação de um dos cineastas do cinema político italiano dos anos 1970, Giuliano Montaldo).  Bac Films/France 3 Cinéma/Sacher Film/Stéphan Films para Sacher Distribuizone. 112 minutos.



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