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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Filme do Dia: Agonia e Glória (1980), Samuel Füller

Agonia e Glória (The Big Red One, EUA, 1980) Direção e Rot.Original: Samuel Füller. Fotografia: Adam Greenberg. Música: Dana Kaproff. Montagem: Martin Tubor. Com: Lee Marvin, Mark Hamill, Robert Carradine, Bobby  di Cicco, Kelly Ward, Stephane Audran.
          Pelotão do exército aliado enfrenta a Segunda Guerra Mundial do norte africano, onde são acuados pelo exército de Rommel e batem em retirada até a Alemanha, libertando prisioneiros do campo de concentração nazista. No ínterim realizam missões em Túnis, Sicília, Normandia, praia de Omaha, Bélgica e Tchecoslováquia. O sargento (Marvin), veterano da I Guerra Mundial reencontra o monumento de Cristo onde havia lutado anteriormente.
                Trazendo recordações de guerra do próprio Füller, o filme passa ao largo de batalhas com grandes efeitos especiais, de grandes malabarismos estéticos (sua narrativa realça sobretudo a história, sendo banal em termos de linguagem cinematográfica) e de uma visão emocional. Seu estilo frio e seco, de certa forma corrompe qualquer tentativa de aproximação do universo interior dos personagens, palidamente apresentados e que se destacam uns dos outros apenas pelos rápidos clichês do início: o que teme a guerra, o que quer escrever um livro sobre, o que possui hemorróidas, etc. No final, uma surreal cena em um asilo para loucos na Alemanha, em que uma agente aliada (Audran), que se faz passar por doente mental, inicia o massacre de soldados nazistas que lá se encontram. A metáfora que é trabalhada a partir da ação de um louco que consegue dominar uma metralhadora de um nazista morto e começa a atirar indiscriminadamente, inclusive contra companheiros do asilo, sobre afinal quem teria a razão ou não em um conflito tão insano (reforçado pela dúvida de um dos soldados que acabou eliminando o louco) soa forçada. Surpresa última: todos os heróis do pelotão continuam vivos, já que segundo a mensagem final do filme, se manter vivo é o que realmente importa. De certa forma, seu estilo realista lembra clássicos do Neo-Realismo italiano, como Paisà (1946), sem a força dramática e humanista verdadeiramente hemingwayana do filme de Rossellini. Lorimar Television. 113 minutos.

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