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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Filme do Dia: Amor, Plástico e Barulho (2013), Renata Pinheiro

Amor, Plástico e Barulho (Brasil, 2013). Direção: Renata Pinheiro. Rot. Original: Renata Pinheiro & Sérgio Oliveira. Fotografia: Fernando Locket. Música: Yuri Queiroga & DJ Dolores. Montagem: Eva Randolph. Dir. de arte e Cenografia: Dani Vilela. Figurinos: Joana Gatis. Com: Maeve Jinkings, Nash Laila, Rodrigo Garcia, Samuel Vieira, Leo Pyrata, Dedesso, Everton Gomes, Jennyfer Caldas, Paulo Michelotto.
Uma jovem dançarina, Shelly (Laila) e aspirante a cantora e uma cantora experiente, Jaqueline (Jinkings), que mesmo tendo emplacado alguns sucessos, depara-se com o declínio.
Longa de estreia da realizadora não parece ter conseguido um bom resultado final, em grande parte por conta da falta de orientação da sua própria trama e pela inconsistência de suas pretensões voltadas a demonstrar o quão efêmero é o sucesso, verdadeira máquina a triturar sonhos e aspirações das duas mulheres que, ao final, não possuem mais que a amizade uma da outra. O próprio filme, no entanto, parece se contaminar pela efemeridade para a qual aponta. Em grande parte ao não dar corpo com maior solidez as personagens que retrata. Tudo parece demasiado raso e superficial para se tornar envolvente. A outra saída, a de trabalhar a própria superfície tampouco se torna iluminador. E nem sempre consegue ser feliz no que poderia extrair melhor de tais momentos efêmeros, como é o caso de um momento algo grotesco de um ensaio no qual Jaqueline canta uma canção de apelo bem humorado e sexualmente quase explícito chorando. Mesmo a relação provável da utilização de espelhamento possível entre as mulheres, sendo cada uma o futuro-passado da outra tampouco deixa de ser comprometido pelo desarranjo na composição da própria narrativa. E não muito feliz igualmente é a inclusão de matérias jornalísticas, como a da confusão da inauguração de um shopping em Recife, com as pessoas pateticamente se atropelando. Tais imagens, à guisa talvez de comentário paralelo do momento no qual o filme foi produzido acaba se tornando pouco orgânico dentro do mesmo. Neon Prod./Aroma Filmes/Milk Wood. 82 minutos.


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