O Dicionário Biográfico de Cinema#317: Billy Crystal

 



Billy Crystal, Long Beach, N. York, 1947

A indústria do cinema gosta de Billy Crystal. Ele é naturalmente divertido, e particularmente bom em piadas sobre o mundo do entretenimento, como convém a uma criança que cresceu no "entretenimento". Não é ameaçador, tem seu charme e é um ator decente, ainda que nunca esteja tão relaxado do que quando fazendo stand-up. Além do que, em tempos recentes,  é conhecido por ser de longe o melhor, e mais insinuante, apresentador do programa dos Oscars na televisão. Mas Crystal passou dos 50 e nunca teve um filme de sucesso que ficou para ele sozinho. Ele tentou arduamente (Mr. Saturday Night/Mr. Saturday Night - A Arte de Fazer Rir, ao qual dirigiu, foi emblemático demais para ser pretensioso?) Ou é que sua facilidade não pode ser traduzida ela própria para a vida real? Há algo na inclinação de sua cabeça e na tensão de seus olhos que não consegue esconder o fato de que uma piada está a caminho.

A partir do humor stand-up, passou a interpretar um personagem gay em Soap (77-81) na TV, e então fez o Saturday Night Live. Fez sua estreia no cinema em Rabbit Test [Ele Vai Ter um Bebê] (78, Joan Rivers); teve uma ponta em This Is Spinal Tap [Isto é Spinal Tap] (84, Rob Reiner); com Gregory Hines em Running Scared [Dois Poiciais em Apuros] (86, Peter Hyams); uma ponta em The Princess Bride [A Princesa Prometida] (87, Reiner); Throw Mamma from the Train [Jogue a Mamãe do Trem] (87, Danny DeVito); ajudando a produzir e escrever o açucarado Memories of Me [Recordações de Minha Vida] (88, Henry Winkler); em seu melhor filme, ainda que obscurecido por Meg Ryan, When Harry Met Sally... [Harry e Sally: Feitos Um para o Outro] (89, Reiner); produtor-executivo em City Slickers [Amigos, Sempre Amigos] - e apoio soberbo para Jack Palance nos Oscars subsequentes; City Slickers 2: The Legend of Curly's Gold [Em Busca do Ouro Perdido] (94, Paul Weisland), que co-produziu e co-roteirizou; dirigiu e co-roteirizou Forget Paris [Esqueça Paris] (95), onde ele parecia simplesmente demasiado fraco para Debra Winger; o coveiro em Hamlet (96, Keneth Brannagh); com Robin Williams em Father's Day [1 Dia, 2 Pais] (97, Ivan Reitman); Deconstructing Harry [Desconstruindo Harry] (97, Woody Allen); com Gheorge Muresan em My Giant [Meu Gigante Preferido] (98, Michael Lehmann).

Por fim, em 1999, com Robert De Niro como seu paciente, ele teve um sucesso com Analyze This [Máfia no Divã] (Harold Ramis); Esta equipe prometeu sequências, e Crystal também apareceu em America's Sweethearts [Os Queridinhos da América] (01, Joe Roth), que ajudou a escrever. Dentre suas outras tarefas, fez a voz de Monsters, Inc.[Monstros S.A.] (01, Peter Docter e David Silverman). Seu melhor trabalho, o mais caloroso e o mais simpático, foi dirigir 61* [A História de um Recorde] (01), para a HBO, um relato carinhoso de negócios domésticos entre Roger Maris e Mickey Mantle. Também atuou em Analyze That [A Máfia Volta ao Divã] (02, Ramis). Fez vozes ainda - O Castelo Animado e Cars [Carros] - e dificilmente pode aparecer em pessoa sem arrancar risadas. Em 2012 esteve de volta apresentando os Oscars, porque ninguém fez o velho programa melhor. Apareceu não creditado em The Tooth Fairy {Lenda Maldita] (10, Michael Lembeck); Parental Guidance [Uma Família em Apuros] (12, Andy Fickman); e Small Apartments [Inquilino Desajeitado] (12, Jonas Akerlund).

Texto: Thomson, David. The New Biographical Dictionary of Film. N. York: Alfred A. Knopf, 2014, pp. 598-99.

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