Filme do Dia: What About Juvenile Delinquency (1955), Herk Harvey
What About Juvenile Delinquency (EUA, 1955), Herk Hervey. Rot. Original Margaret Travis. Fotografia Norman
Stuewe. Montagem Chuck Lacey. Com Arden Booth, Tom McGinnis, Ernie Pontius,
Richard Schielfelbusch, M.C. Slough, Bret Waller.
Grupo de
delinquentes juvenis ao qual Jamie faz parte agride seu pai (Slough). Quando
fica sabendo do ocorrido, através da descrição do carro da vítima, ele abandona
a insígnia do grupo e volta para a casa, encontrando sua mãe a cuidar do
marido. Após ter esconjurado os trajes do grupo, Jamie é abordado na escola por
seus ex-colegas de gangue e resiste a pressão dos mesmos para retornar ao
grupo, enquanto um outro grupo de estudantes se aproxima dele e busca
orientá-lo em outra direção.
Aqui o
esquema da encenação busca uma aproximação tosca com o ficcional, ao evitar a
moldura o anteparo narrativo, seja através de um narrador interno ou de uma voz
over que apresente de imediato a moldura documental que irá situar o “tema”
a ser problematizado. Trata-se do habitual grupo masculino de jovens que seria
tema de tantas produções posteriores com viés entre a nostalgia e uma percepção
mais crítica de décadas após – Loucuras de Verão e Quando os Jovens
se Tornam Adultos – embora reduzidos a situação emblemática a ser
desenvolvida, com um grupo de atores amadores. Fica mais patente o ambiente da
lanchonete, ao qual orbita o núcleo nos dois filmes ficcionais. O caricatural
das situações vai além do que qualquer produção B a mais desprovida de recursos
ou apuro estético poderia provavelmente competir – e Harvey chegou a investir
no gênero, com uma produção que se tornaria cult, O Parque Macabro, nos
idos da década seguinte. O caricato desponta em cenas como a da abordagem da
gangue ao pai de Jaimie, elaborada para servir como ponte para a imagem
seguinte, do retrato do mesmo sendo polido pela mãe ou o que Jamie se vê
literalmente entre dois grupos, o do “bem” e o do “mal”, o último querendo o
retorno dele a gangue, o primeiro sugerindo a ele denunciar o ocorrido ao City
Council, como se a consciência individual do jovem se materializasse não nas figuras com auréola ou tridente das animações, mas em uma espécie de "coro" dividido. Finalmente, quando as considerações de uma autoridade já são a
incorporação interna do narrador mais intrusivo na maior parte destes curtas,
chega-se as três perguntas finais da narração over. Hervey foi o prolífico
diretor de curtas educativos como este, cuja aproximação bem maior que o
habitual com o modo encenado do documental se faz presente, inclusive, em uma
mais detalhada apresentação nos créditos, e em um “elenco” em boa parte
creditado. |Centron Corsp./Young America Prod. Inc. 11 minutos e 27 segundos.
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