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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Filme do Dia: O Clã (2004), Gaël Morel



O Clã (Le Clan, França, 2004). Direção. Gaël Morel. Rot. Original: Christophe Honoré & Gaël Morel. Fotografia: Jean-Max Bernard. Música: Camille Rocailleaux. Montagem: Catherine Schwartz. Dir. de arte: Zé Branco. Com: Nicholas Cazalé, Stéphane Rideau, Thomas Dumerchez, Salim Kechiouche, Bruno Lochet, Vincent Martinez, Jackie Berroyer, Aure Atika.
Marc (Cazalé) vive com o irmão mais jovem, Olivier (Dumerchez) e o pai (Lochet) em Annecy. Descendentes de argelinos por parte da mãe, Marc vive intensamente envolvido com o meio homo-erótico e das drogas. Os traficantes fazem com que ele mate o próprio cão de estimação e ele acredita que o irmão Christophe (Rideau), recém-saído da prisão, o irá vingar da humilhação. Porém, esse busca a profissão de açougueiro e não mais se envolver para a decepção de Marc. Olivier, antes obcecado pela mãe morta, passa a se interessar pelo amigo Hicham (Kechiouche).
Com uma carreira como realizador paralela e menos conhecida que a de ator, tendo protagonizado o notável Rosas Selvagens, esse filme de Morel é prejudicado por um certo esteticismo homo-erótico “chic”. Fazem parte da construção dessa estética desde muitas cenas filmadas nas sombras para atenuar qualquer choque contra imagens mais explícitas quanto a profusão de torsos nus, as estratégicas tomadas de nudez – numa delas, Cazalé mais parece protagonizar um comercial de roupa íntima masculina – e a completa ausência de figuras femininas a não ser as que são evocadas justamente por sua ausência, como é o caso da mãe morta. Tudo isso fotografado em belas cores pastéis que não ajudam a criar maior densidade, antes pelo contrário, ao drama retratado, e desmobilizam qualquer tentativa de maior realismo, e tampouco acrescentam  qualquer poesia. Busca certo distanciamento emocional, com seu corte seco e elíptico, que pouco ajuda na compreensão mais precisa dos relacionamentos e personagens da narrativa, e o consegue com relativo sucesso, porém ocasionalmente faz uso de uma pouco inspirada trilha musical de canções excessivamente melosas enquanto tentativa de representação do universo íntimo, sobretudono no caso de Olivier. Sépia Productions/Rhône-Alpes Cinéma/Centre Européen Cinématogrephique Rhône-Alpes/CRC/Procirep/Angoa-Agicoa para ID Distribution. 90 minutos.


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