Guerra dos Satélites (War of the
Satellites, EUA, 1958). Direção Roger Corman. Rot. Original Lawrence L.
Goldman, a partir do argumento de Irving Block & Jack Rabin. Fotografia
Floyd Crosby. Música Walter Greene. Montagem Irene Morra. Dir. de arte Daniel
Haller. Cenografia Harry Reif. Com Dick Miller, Susan Cabot, Richard Devon,
Eric Sinclair, Robert Shayne, Michael Fox, Jered Berclay, John Brinkley.
O Dr. Pol
Van Ponder (Devon) é a cabeça por trás de satélites tripulados que vem encontrando
resistência e sido destruídos no espaço. O próximo passo do cientista é ele
próprio participar da missão tripulada
seguinte, a décima, do Projeto Sigma, e resolver o mistério. Um artefato
polêmico surge e é tido como uma resposta alienígena. Enquanto o dr. Van Ponder
se dirige a uma assembleia geral da ONU que discute o caso, seu carro é
interceptado pelos alienígenas e sofre grave acidente. Sua morte é anunciada na
assembleia embora, pouco depois, Van Ponder, ou ao menos sua semelhança física,
irrompe na reunião.
Que os satélites
enviados sejam tripulados é o de menos neste amontoado de soluções toscas do
mestre da ficção-científica B (assim como de vários outros gêneros em produções
B) Corman, no auge delas. O que já fica claros nos primeiros minutos, indo de
um satélite próximo de sua configuração no brasileiro contemporâneo O Homem do Sputnik a assembleia geral da ONU, no qual um modesto cenário se segue a
uma tomada externa do famoso prédio do órgão. Os interiores de estúdio são do
nível das séries de TV da década seguinte. As mais próximas do gênero deste
filme, aliás, incrementarão os painéis tecnológicos de seus cientistas. E se o
imperativo do tosco grassa da canastrice do elenco – comandada por Devon – aos
diálogos “científicos”, um lugar-comum do nonsense, aqui aprimorado,
também há de se render a algumas soluções visuais criativas, como um plano
recorrente a apresentar um foguete espacial ao fundo (já vistos de perto são
outra coisa, ou seja, visíveis maquetes), digna dos bons talentos do universo
das histórias em quadrinhos; ou o plano em que a mão, inumana do falso Van
Ponder, é desvelada por um fogo produzido
por um maçarico. A impassividade
da primeira testemunha da divisão de Van Ponder em dois é chocante. E uma situação
digna do que Alien irá tematizar décadas após se instaura: o ser do outro
planeta quer matar todos na nave. |Allied Artists Pictures/Santa Cruz Prod.
Inc. para Allied Artists Pictures. 66 minutos.
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