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quarta-feira, 18 de abril de 2018

Filme do Dia: Caindo no Ridículo (1996), Patrice Leconte


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Caindo no Ridículo (Ridicule, France, 1996) Direção: Patrice Leconte. Rot.Oiginal: Rémi Waterhouse. Fotografia: Thierry Arbogast. Música: Antoine Duhamel. Montagem: Joelle Hache. Com Charles Berling, Judith Godreche, Fanny Ardant, Jean Rochefort, Bernard Girardeau
Sem ousadias formais ou de conteúdo, o filme de Leconte segue a tradição das intrigas palacianas: jovem idealista (Berling) procura se envolver com a corte de Luís XVI para conseguir drenar o pântano da localidade provinciana onde vive, aonde gente do povo morre com frequência acometido por febre provocada  pelos  mosquitos.
Talvez o ridículo se encontre menos nas derrotas infligidas nos maldosos jogos, onde vale tudo desde que se mantenha a "espirituosidade" do que nos gestos e atitudes da nobreza como a queda de cavalo da marquesa (brilhantemente vivida por Fanny Ardant), um nobre que acorda subitamente descalço e acreditando-se em vias de ter uma audiência com ninguém menos que o rei ou a sequência final, quando o vento leva o chapéu do protetor do protagonista (não menos brilhantemente interpretado por Rochefort).O final não deixa de ser um pouco abrupto, mas talvez a solução - consciente ou não -  não tenha sido má, no sentido que a luta entre idealismo e cinismo da história foi identicamente interrompida com a chegada da Revolução de 1789. Não menos feliz foi a solução de recorrer as legendas no final, não apresentando a vitória do idealismo com a debandada dos nobres e o início dos trabalhos de dragagem do pântano, o que seria um tanto quanto desnecessário, já que o conflito que motivava o filme - com seus subenredos - não mais existia. Sem dúvida o senso de "timing" e os diálogos são mais sutis e elaborados que em Ligações Perigosas, de Frears, filme ao qual pode ser comparado. Polygram. 102 min.

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