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quinta-feira, 14 de abril de 2016

Filme do Dia: A Mulher na Lua (1929), Fritz Lang


A Mulher na Lua Poster


A Mulher na Lua (Frau im Mond, Alemanha, 1929). Direção: Fritz Lang. Rot. Adaptado: Thea Von Harbou, baseado em conto dela própria. Fotografia: Curt Courant, Oskar Fischinger, Konstantin Irmen-Tschet & Otto Kanturek. Dir. de arte: Joseph Danilowitz, Emil Hasler, Otto Hunte, Karl Vollbrecht. Com: Klaus Pohl, Willy Fritsch, Gustav von Wangenheim, Gerda Maurus, Gustl Gstettenbaur, Fritz Rasp.
Wolf Helius (Fritsch) se encontra disposto a empreender uma viagem à Lua a partir das informações do desacreditado cientista excêntrico Georg Manfeldt (Pohl), vivendo na miséria desde que foi escorraçado pela classe científica que não levou à sério suas teorias. Porém, os planos de Manfeldt são furtados das mãos de Helius pelo ambicioso Walt Turner (Rasp), que faz questão de integrar a missão. Juntam-se a eles o melhor amigo de Helius, o engenheiro Hans Windegger (Wangenheim) e sua destemida noiva Gerda Friede Velten (Maurus). A bordo igualmente vai, clandestino, o garoto Gustav (Gstettenbaur). Após sofrerem com a pressão, na Lua se encontrarão divididos com interesses diversos como retornar o mais breve possível (Windegger) ou se sentirem fascinados pelo ouro a ponto de morrerem (Manfeldt). Gerda demonstra seu interesse por Wolf que, no entanto, não ousa trair seu amigo. Um conflito entre o último e Turner resulta na morte de Turner, que atira contra o sistema de oxigênio da nave. Como resultado apenas três pessoas poderão voltar na nave. Hans e Wolf disputam na sorte e Hans perde. Wolf dopa Hans e Gerda e pede que Gustav comande a nave até o retorno à consciência de Hans, decidindo ficar no acampamento improvisado na Lua, deixando um bilhete para que retorne para buscá-lo. Triste com a partida do foguete, Wolf descobrirá que Gerda também permaneceu no solo lunar.
 Como outros filmes do cineasta (a exemplo de As Aranhas) foi dividido em duas partes. Os clichês dos filmes de aventura e a estrutura melodramática, no entanto, serão acentuados sobretudo na segunda parte, sendo a primeira, mais interessante,  repleta de tempos mortos em planos que persistem mesmo a ação tendo já transcorrido. Sem chegar ao exagero de Metropolis, existem belas trucagens (como a do lançamento do foguete na primeira parte) e cenografias (como a representação da lua na segunda parte). Possui várias versões, sendo essa uma das mais completas. 151 minutos.

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