Filme do Dia: Diary of a Sargeant (1945), Joseph M. Newman
Diary of a
Sargeant (EUA, 1945). Direção: Joseph M. Newman.
Essa produção
tinha tudo para ser uma das centenas, milhares mesmo, que hoje seriam
apócrifas, como tantas outras produzidas por órgãos militares, públicos ou
pequenas empresas privadas de “cavação”. Esse curta não se tornou por contar o
diário de Harold Russell, que perdeu suas duas mãos em um acidente em uma
unidade militar na Carolina do Norte. Na voz de outro, ouve-se o que seria o
diário de Russell, do desânimo inicial até conhecer, através do cinema, o curta
Meet McGonegal (1944), que
apresentava alguém em condições similares a ele, que começou a realizar tudo
com mãos mecânicas em formato de gancho. O filme então passa a descrever o
processo de familiarização de Russell com distintas próteses, até o ponto de se
sentir seguro de realizar socialmente ações que qualquer outro homem faria, e
de iniciar uma aproximação com a moça que havia observado no trem – uma forma
de tentar levar aos homens de perfil similar, senão propriamente ele, dos
realizadores dessa produção – a confiança e vencer o sentimento de
inferioridade. A relação dessa produção, e por extensão da trajetória de
Russell, com o cinema deve ser ressaltada para além do âmbito dessa produção em
si. Ele certamente emprestou tudo de si para tentar repassar o que havia lhe
proporcionado o curta produzido no ano anterior nessa produção, porém de
lançamento ainda restrito a determinados circuitos; quando William Wyler, no
entanto, tomou conhecimento dessa produção, escalou-o para seu clássico Os Melhores Anos de Nossas Vidas (1946),
que renderia dois Oscars a Russell que não chegaria propriamente a emplacar uma
carreira no cinema. U.S. War Department. 22 minutos e 16 segundos.
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