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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Filme do Dia: Planeta dos Macacos: A Origem (2011), Rupert Wyatt

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Planeta dos Macacos: A Origem (Rise of the Planet of the Apes, EUA, 2011). Direção: Rupert Wyatt. Rot. Adaptado: Rick Jaffa & Amanda Silver, a partir do romance La Planète des Singes, de Pierre Boulle. Fotografia: Andrew Lesnie. Música: Patrick Doyle. Montagem: Conrad Buff IV & Mark Goldblatt. Dir. de arte: Claude Paré, Dan Hermansen, Helen Jarvis & Grant Van Der Slagt. Cenografia: Elizabeth Wilcox. Figurinos: Renée April. Com: James Franco, Freida Pinto, John Lithgow, Brian Cox, Tom Felton, Davie Oyelowo, Tyler Labine, Jamie Harris.
San Francisco. Will Rodman (Franco) é um cientista que consegue grandes avanços contra o Alzheimer de seu pai (Lithgow), aplicando a droga que ainda se encontra em teste com chipanzés. Ele involuntariamente adota um chimpanzé bebê, Caeser, cuja mãe havia sido morta ao se rebelar e fugir provocando estragos no prédio da grande corporação, no momento exato em que se pretende vender a idéia da possibilidade de cura para o Alzheimer a partir da nova droga. A droga, quando utilizada nos chimpanzés, demonstrou um intenso avanço cognitivo. Reação que também ocorreu no pai de Will. Quando esse anuncia a novidade para Steven Jacobs (Oyelowo), presidente da corporação, esse não pretende mais deter as experiências, mesmo com evidências mais recentes de Will sobre os efeitos nefastos e regressivos da droga em seu próprio pai. Já um adolescente, Caesar é apartado de Will por agredir um vizinho que estava usando drogas com o pai de Will. Nesse mesmo centro, onde sofre constantes humilhações e maus-tratos, Caesar consegue fugir e sorrateiramente ir até a casa de Will, retirando a droga utilizada nos experimentos e a difundidindo entre seus companheiros de “cadeia”. O resultado é uma rebelião coletiva que foge ao controle dos humanos sob a liderança de Caesar.

Mais efetivo que a refilmagem realizada dez anos antes, o filme consegue centrar boa parte de sua atenção na relação efetivamente criada entre Will e o macaco, conseguindo ir  um pouco além do que habitualmente se consegue extrair em termos dramáticos de algo semelhante. Seus efeitos especiais de ponta, igualmente, ficam a maior parte do tempo a serviço estritamente de situações de relevância para a trama, apenas episodicamente se detendo em momentos de ação como é o caso do conflito que ocorre na Golden Gate em San Francisco entre macacos e humanos. Porém o resultado não consegue ir muito além do corolário de lugares comuns que as grandes produções de ficção científica tem feito uso recentemente. Mesmo assim, consegue trabalhar de modo interessante os limites entre a fidelidade de cada um, Will e Caesar, ao pertencimento de suas próprias espécies, como no momento em que o segundo se recusa a abandonar seus companheiros para retornar à segurança do lar proposta por Will. Os clichês abundam, inclusive visualmente, como as cenas em que estilhaços de prédios associados às grandes corporações voam pelos ares, para não falar das triviais contraposições entre o cientista emotivo e idealista e o seu chefe ganancioso que se encarregará de acender o pavio da bomba. Twentieth Century Fox Film Corp./Chermin Ent. para 20th Century Fox. 105 minutos.