Filme do Dia: Colonel Heeza Foils the Enemy (1915), John Randolph Bray
Colonel Heeza Liar Foils the Enemy (EUA,
1915). Direção e Rot. Original John Randolph Bray.
Coronel Heeza Liar não consegue
avançar, dada o grande bombardeio por parte do inimigo. Quando o faz cai numa
trincheira de um oficial inicialmente hostil, mas depois se identifica como um
aliado argentino. Voltando a combater da
trincheira, Heeza é vítima da explosão da bomba posta por um alemão, que
subterraneamente se aproximou do local. Heeza é jogado longe e acredita que
terá uma boa noite se refugiando em um canhão que o dispara rumo ao comandante
alemão da ofensiva.
Um comentário sobre a I Guerra Mundial
então em curso. Sua estrutura visual talvez remeta mais, aos olhos de mais de
um século após, a de alguns joguinhos eletrônicos que propriamente ao que se
acostumou na tradição da animação comercial. Aqui, um senhor já maduro, em
trajes de sáfari (numa alusão a sua fonte de inspiração, o presidente
Roosevelt), tenta avançar, sendo continuamente rechaçado pelos bombardeios que
o jogam para fora do quadro. A movimentação, a disposição do personagem em cena
e o efeito da bomba, imediatamente seguida por sua repetição – demonstrando que
o pouco efeito de situações que na vida real (ou mesmo em um filme de ação ao
vivo) poderiam causar ferimentos grave possui uma tradição praticamente tão
longa quanto a do próprio gênero. A mesma dinâmica se sucederá quando Heeza cai
acidentalmente na trincheira. Vigésimo
dos 58 curtas produzidos, sendo Heeza Liar o primeiro personagem a protagonizar
uma série e criado especificamente para
a animação, ao contrário de seu único predecessor, Old Doc Yak. Como há trechos
bastante deteriorados, imagina-se que pode não ter sobrevivido na íntegra. |
J.R. Bray Studios para Pathé Exchange. 4 minutos e 31 segundos.
Comentários
Postar um comentário