Filme do Dia: Chick Fowle, o Faixa Preta do Cinema (1981), Roberto Santos
Chick Fowle, o Faixa Preta do Cinema (Brasil,
1981). Direção Roberto Santos. Rot. Original Roberto Santos, Carlos Alvaro Vera
& Eduardo Leone. Fotografia Halley B. Velloso. Montagem Carlos Alvaro Vera.
Documentário-tributo ao diretor de fotografia,
ainda vivo, e flagrado pelas filmagens, encenando sua rotina de trabalho. O
narrador nos leva ao célebre Night Mail, realizado ao início de sua
carreira, em sua contribuição para o que viria a ser conhecida como Escola
Documental Britânica. O trecho selecionado é justamente o do mecanismo de
coleta da postagem que vem de trem, e conta com homens alertas para captura-la
com uma rede, processo intensificado pela montagem. Na sua primeira fala, Fowle
confirma para o narrador que irá de fato para Londres, mas diz que após algumas
semanas tem certeza que sentirá falta do Brasil. Surgem stills de suas
contribuições para a Vera Cruz (Caiçara, Ângela, Tico-Tico no
Fubá) e outros posteriores (O Sobrado). Dentro os considerados
ex-pupilos de Chick, quem depõe é Walter Carvalho (chamado à época Walter de
Carvalho). Carvalho afirma que um dos
grandes defeitos de Fowle é não mais praticar a direção de fotografia, e ficar
analisando os negativos alheios. O único momento que Fowle presta seu
depoimento, um pouco incomodado por estar diante da câmera e não atrás de uma,
inclusive contando causos, é em um bar. Segue-se vários stills de uma
das produções mais famosas que fotografou, O Cangaceiro. Vanja Orico
depõe emocionada sobre o contato com Fowle nos tempos desta produção, e afirma
ser ele uma figura muito humana, que deixava os artistas muito à vontade.
Anselmo Duarte, a partir de um número musical, afirma que são imagens que devem
muito mais a Fowle, que aos diretores. Leonardo Villar lembra as filmagens de O Pagador de Promessas. A grande qualidade do fotógrafo, segundo o ator, era
nunca fazer a luz dele se sobressair. Termina como se fosse uma carta terna a
Fowle. Infelizmente o som do mesmo está
em péssima conservação, com vários trechos completamente inaudíveis.
|Embrafilme. 17 minutos.
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