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terça-feira, 20 de maio de 2014

A Parada na Estalagem, c. 1645

Um dos aspectos mais saborosos da arte holandesa do século XVII é que ela transmite um intenso senso  da vida cotidiana. Nessa pintura, por exemplo, observamos o alvoroço das atividades que ocorrem do lado de fora da taverna da vila com a chegada de dois viajantes que desmontam de seus cavalos. Uma pedinte com uma criança amarrada às suas costas observa a cena enquanto outras figuras conversam com um dos viajantes. A rua principal da vila está repleta de outros grupos, dentre eles homens fumando cachimbos em um banco diante da estalagem, uma criança brincando com o avental da mãe e um homem que conversa com uma tecelã. Van Ostade cria um senso de convivência pela aparente informalidade desses contatos humanos, e também ao incluir uma série de animais dentro da cena. Ele também foi cuidadoso em sugerir os traços pitorescos das construções, árvores e videiras, e descrever o ladrilho envelhecido e a argamassa de que é feita a estalagem.

Isack van Ostade foi o mais importante de um grupo de artistas de Haarlem, que pintava temas semelhantes nos idos do século XVII. Um aluno de seu irmão mais velho e famoso, Adriaen van Ostade, Isack tragicamente morreu  aos 28 anos. A despeito de sua curta carreira artística, ele exerceu uma vasta influência em seus contemporâneos, incluindo Jan Steen, com quem ocasionalmente colaborou.

Texto: National Gallery of Art. Nova York: Thames & Hudson, 2005, pp. 126

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