Filme do Dia: A Trip to Mars (1910), Ashley Miller
A Trip to Mars
(EUA, 1910). Direção: Ashley Miller.
Mais uma das
inúmeras produções a “pegar carona” na célebre Viagem à Lua (1902), de Méliès. Porém, essa produção tem dois
pontos essenciais a pesarem contra si em relação ao seu original. Primeiro, sua
história é bem menos desenvolvida que a do filme de oito anos antes, mesmo
tendo em vista que Méliès não era exatamente grandemente preocupado com
narrativas. Depois, trata-se de oito anos após, quando o formato narrativo que
iria se configurar alguns anos após como clássico já começava a ser esboçado
nos filmes curtos que Griffith dirigia para a Biograph e também em muitos de seus
contemporâneos como Max Linder. Portanto, a realização de uma produção
abertamente fantasiosa, com cenários extremamente estilizados e efeitos
especiais – relativamente rebuscados, diga-se de passagem – soava um tanto
temporã. Aqui, um cientista desenvolve uma fórmula que consegue extrair o peso
dos objetos, que sem gravidade começam a flutuar. Ele próprio acaba sendo
cobaia de seu invento e vai parar em Marte, onde se torna motivo de curiosidade
de um marciano gigante e finda por fazer um bolo dele e ao assopra-lo faz com que
caia de retorno à terra. Essa mescla entre imagens de tamanhos distintos
tampouco era desconhecida de cineastas dos anos anteriores ou menos elaborada a
trucagem apresentada. Portanto, não se trata tampouco de novidade. A relativa
parcimônia da cenografia, principalmente do cenário do laboratório do
cientista, parece compartilhar adereços de cena do contemporâneo e mais
lembrado Frankenstein.Edison
Manufacturing Co. 5 minutos e 7 segundos.
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