Filme do Dia: The Dog Snatcher (1931), Dick Huemer

 


The Dog Snatcher (EUA, 1931). Direção e Rot. Original Dick Huemer. Música Joe DeNat.

Yippy foge desesperado da carrocinha. Quando finalmente é apreendido, Scrappy intercede chorando por ele, mas sem sucesso. O funcionário da carrocinha leva-o ao juizado por não possuir licença.  Yippi então passa a uivar na melancolia solitária da cela ao qual é jogado, assim como coçar suas pulgas. Scrappy irá usar várias artimanhas para libertá-lo. O que não será fácil, dada a vigilância cerrada.

A série ao qual este curta integra, Scrappy, traz um diferencial importante em relação à fofura que grassava nas animações concorrentes, no qual o universo de fantasia somado a canções infantis ditava a estética e, quando possível, em cores vibrantes. Universo relativamente distante do aqui presente, em que é um garoto, e não um animal o personagem principal – por mais que neste episódio o protagonismo seja de seu cão – em um mundo de humanos e de moderada antropomorfização, realizado em p&b, e com temas de certo realismo cotidiano, de onde inclusive provém as digressões de fantasia/musical, como no divertido momento em que as pulgas saltam do cachorro e começam a fazer seu número musical, precocemente encerrado pelo veneno que o cachorro lhes lança, transformando-os em uma série de túmulos. Que bem poderia servir como consciente comentário em relação a este tipo de animação, reproduzindo, em sua devida escala, o que os filmes de ação ao vivo do estúdio representavam em relação a ficção hollywoodiana mais escapista da época. E outro paralelo se faz com o filme de prisioneiros, sendo o canil uma verdadeira reprodução do que seria uma penitenciária. No final, apela-se para uma saída fácil (e irrealista) diante da ausência de criatividade para um final menos forçado. |Charles Mintz Prod. para Columbia Pictures. 6 minutos e 35 segundos.

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