Filme do Dia: Sobre Meninos e Lobos (2003), Clint Eastwood
Sobre Meninos e Lobos (Mystic River, EUA, 2003). Direção: Clint Eastwood. Rot. Adaptado: Brian Helgeland, baseado no romance de Dennis Lehane. Fotografia: Tom Stern. Música: Clint Eastwood. Montagem: Joel Cox. Dir. de arte: Henry Bumstead & Jack G. Taylor Jr. Cenografia: Richard C. Goddard. Figurinos: Deborah Hooper. Com: Sean Penn, Tim Robbins, Kevin Bacon, Laurence Fishburne, Marcia Gay Harden, Laura Linney, Kevin Chapman, Tom Guiry, Spencer Treat Clark, Emmy Rossum.
Seu assistente Whitey Powers (Fishburne), aposta que Dave seja o culpado, pois não conseguiu explicar de forma convincente o motivo da ferida na mão. Tendo alguns ex-comparsas de crime em uma investigação paralela à Polícia, Jimmy fica sabendo que Dave é o principal suspeito, o que só vem a ser confirmado pela própria Celeste. Jimmy mata Dave, apesar desse negar o crime, afirmando que na verdade matara um pedófilo que encontrara no retorno do bar. No mesmo momento que Dave é morto, Brendan Harris descobre que seu irmão surdo-mudo, Silent Harris (Clark), fora um dos assassinos, juntamente com seu melhor amigo, pelo forte sentimento de possessão com relação ao irmão. Sean vai contar tudo a Jimmy, porém já é tarde demais. Na parada da independência, todos os personagens se encontram.
Eastwood faz uma reatualização do gênero noir, contando com as facilidades técnicas do cinema contemporâneo e se aproximando de um realismo que os filmes originais já perseguiam. O resultado final, com as reviravoltas típicas do gênero, é extremamente limitado, tanto no que diz respeito aos elementos estéticos e dramatúrgicos quanto no próprio plano ideológico. Os primeiros reproduzem a mesma estrutura clássica, com direito as celebradas interpretações dos astros principais (e nesse quesito com um Sean Penn tão careteiro quanto seu antecessor De Niro e uma Marcia Gay Harden praticamente repetindo a mesma cara de aflição ao longo de todo o filme) e alguma dose de suspense efetivada pela montagem paralela. Por outro lado, o filme acena para uma conivência do investigador, novamente de bem com sua mulher, com a violência do protagonista, como se a catarse geral o eximisse de provocar estragos ainda maiores para a família de Jimmy, seguindo uma tradição que remonta aos heróis morais de John Ford, como No Tempo das Diligências (1939). A certo momento, é feito uma referência rápida a Casablanca, quando o assistente de Sean pede que ele acesse a gravação da denúncia telefônica do crime à Polícia. Warner Bros./Village Roadshow Pictures/NPV Ent./Malpaso Productions. 137 minutos.
Postada originalmente em 22.01. 2017
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