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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Pont Neuf, Paris (1872)

Embora seus retratos sejam mais conhecidos, as paisagens de Renoir ressoam com um vigor e frescor centrais para o desenvolvimento do impressionismo, mais notável aqui em sua transcrição dos efeitos da luz solar. O sol do meio-dia permeia o panorama, sua intensidade ressaltando a paleta do artista e suprimindo detalhes incidentais para iluminar a cena da multidão.

Edmond Renoir, o irmão mais jovem e um jornalista iniciante em 1872, posteriormente recordou sobre o início dessa pintura numa entrevista. Renoir conseguiu a permissão para ocupar o andar superior de um café por um dia para descrever a vista da famosa ponte. Edmond de quando em quando descia a rua para deter alguns transeuntes o tempo suficiente para que o artista recordasse suas aparências. Renoir inclusive observou a presença de Edmond, caminhando com uma bengala na mão e um chapéu de palha na cabeça, em dois lugares.

Se, como Edmond indicou, Pont Neuf, Paris, foi pintado durante um único dia, foi certamente precedido por cuidadosos preparativos, incluindo possivelmente o esboço preliminar das características arquitetônicas.A pintura parece mais ricamente nuançada e o tema mais carregado de um sentido mais amplo que o tom anedótico de Edmond sugeriria. Pintada no despertar da Guerra Franco-Prussiana e posterior guerra civil que devastaria a França em 1870 e 1871, a imagem de Renoir, de 1872, descreve um exemplo representativo da coletividade francesa cruzando a velha ponte em Paris, o coração intacto da recuperação do país.
Texto: National Gallery. Thames & Hudson, Nova York, 2005, pp. 190.

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