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Filme do Dia: Riacho do Sangue (1966), Fernando de Barros

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R iacho do Sangue (Brasil, 1966). Direção: Fernando de Barros. Rot. Original: Fernando de Barros & Luiz Marinho, a partir do argumento de Walter G. Mota. Fotografia: Özen Sermet. Música: Guerra Peixe. Montagem: Glauco Mirco Laurelli. Dir. de arte: Zulano Pessoa. Cenografia: Apolo Monteiro. Com: Alberto Ruschel, Maurício do Valle, Gilda Medeiros, Turíbio Ruiz, Jacqueline Myrna, Ivan de Souza, José Pimentel, José Carlos Cavalcanti Borges. Ponciano (Ruschel) é um tropeiro que chega e provoca reação dos homens do Coronel Pereira (Borges), por ter matado um dos seus. Enquanto isso, uma verdadeira cidade começa a ser criada em torno da figura visionária do Divino (Ruiz). Ponciano, que se apaixonara pela filha do Coronel, Branca (Myrna), leva uma surra dos capangas do Coronel, sob a liderança de Floro (do Valle) e, acamado, é acolhido por Rita (Medeiros), que passa a ser sua companheira. O casal se junta na defesa do Divino. O Coronel, que não consegue andar, acredita ser o moment

Filme do Dia: Copacabana Me Engana (1968), Antônio Carlos Fontoura

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C opacabana me Engana (Brasil, 1968). Direção: Antônio Carlos Fontoura. Rot. Original: Antônio Carlos Fontoura, Armando Costa & Leopoldo Serran. Fotografia: Affonso Beatto & Jorge Bodanzky. Montagem: Mário Carneiro. Com: Odete Lara, Carlo Mossy, Paulo Gracindo, Lícia Magna, Ênio Santos, Joel Barcellos, Cláudio Marzo, Yolanda Cardoso, Maria Gladys, Luiz Marinho. Marquinhos (Mossy) é um jovem sem maiores perspectivas de vida que passa o tempo a se divertir com amigos igualmente inconsequentes. Apaixona-se pela vizinha do apartamento da frente, que já havia sido observada por ele e seus amigos, Irene (Lara). Certo dia, andando pelas ruas do centro com a mãe (Magna), flagra o pai (Santos) com outra mulher, e sua mãe faz um verdadeiro escândalo. O romance com Irene fica abalado quando ele conhece um ex-amante seu mais maduro, sofisticado e rico (Gracindo), que lhe leva para almoçar, demonstra não se encontrar nenhum pouco preocupado com Marquinhos enquanto rival e lhe deixa n

The Film Handbook#193: Louis Malle

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Louis Malle Nascimento: 30/10/1932, Thumeries, Nord, França. Morte:  23/11/1995, Beverly Hills, Los Angeles, Califórnia, EUA Carreira (como diretor): 1954-1994 A diversidade e contenção estilística dos filmes de Louis Malle tem levado alguns críticos a desconsiderá-lo como um diretor oportunista com pouco a dizer. No entanto, sua versatilidade pode ser uma virtude, sua descrição uma força, e a simpatia não sentimental de Malle por seus personagens e sua atração por detalhes aparentemente banais, mais repletos de significado da vida cotidiana, estabelecem-no como um talento criativo, mesmo que errático. Após estudar cinema, Malle trabalhou com Bresson  e o documentarista marinho Jacques-Yves Costeau, com quem co-dirigiria O Mundo Silencioso / Le Monde du Silence . Sua estreia solo, Ascensor para o Cadafalso / Ascenseur pour l'Échafaud  foi um thriller  impressionantemente filmado e estruturado, cuja precisão de ritmo e enredo não conseguiu esconder um coração frio. Amantes

Filme do Dia: O Médico e o Monstro (1941), Victor Fleming

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O Médico e o Monstro (Dr. Jekyll and Mr. Hyde, EUA, 1941). Direção: Victor Fleming . Rot. Adaptado: John Lee Mahin baseado no romance de Robert Louis Stevenson. Fotografia: Joseph Ruttenberg. Música: Franz Waxman. Montagem: Harold F. Kress. Dir. de arte: Cedric Gibbons. Cenografia: Edwin B. Willis. Figurinos: Adrian & Gil Steele.  Com: S pencer Tracy , Ingrid Bergman, Lana Turner, Donald Crisp, Ian Hunter, Barton MacLane, C. Aubrey Smith, Peter Godfrey, Sara Algood, Frances Robinson, Dennis Green. O respeitado Dr. Jekyll (Tracy), noivo da bela Beatrix Emery (Turner), consegue pôr em prática suas experiências sobre a divisão da personalidade humana entre o bem e o mal em regiões do cérebro. Após testar suas experiências com animais e com um doente mental que morre, Jekyll consegue transformar sua própria personalidade, autodenominando-se Sr. Hyde. É na pele de Hyde que ele passa a infernizar a vida da prostituta Ivy Peterson (Bergman), a quem descarrega toda sua animalidade

Filme do Dia: Antoine e Colette (1962), François Truffaut

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A ntoine e Colette ( Antoine e Colette , França, 1962). Direção: François Truffaut. Rot. Original: François Truffaut. Fotografia: Raoul Coutard. Música: GeorgesDelerue . Montagem: Claudine Bouché. Com: Jean-Pierre Léaud , Marie-France Pisier, François Darbon, Rosy Varte, Patrick Auffray.                                                     Antoine Doinel (Léaud), trabalhando em uma fábrica de discos, apaixona-se por Colette (Pisier), jovem que encontra constantemente nos concertos de música clássica, enquanto o amigo de infância   Rene (Auffray), apaixona-se por uma prima. Colette não vê em Antoine,   no entanto, mais que um amigo. Doinel, em sua paixão, acaba mudando-se para um apartamento em frente ao que Colette vive com sua família. Ainda assim, Colette teima em tratá-lo como amigo. Enquanto isso, Rene progride com a prima, que corresponde a seu amor com cartas apaixonadas.   A decepção de Antoine aumenta com um encontro frustrado no cinema, em que Colette o rejeita. O golpe

Filme do Dia: The Trio's Engagements (1937), Yasujirô Shimazu

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T he Trio’s Engagements ( Konyaku Sanbagarasu , Japão, 1937). Direção e Rot. Original: Yasujirô Shimazu. Fotografia: Shôgirô Sugimoto. Com: Ken Uehara, Masami Morikawa, Kazuko Komaki, Shûji Sano, Shin Saburi, Mieko Takamine, Hideo Takeda. Três rapazes que passam a trabalhar em uma loja de luxo e todos, o pouco polido Kin (Saburi), o galanteador Ken (Uehara) e o gentil e tímido Shûji (Sano) se atraem pela filha do dono da empresa, Reiko (Takamine). Todos, portanto, pretendem se afastar de suas noivas. Quando Kin conta a Ken o passeio e jantar que teve com Reiko e sua família, a inimizade se estabelece entre os outrora companheiros de moradia. Logo, no entanto, os três perceberão que as intenções de Reiko são bem outras. Quando o mal entendido é desfeito, a animosidade entre os três desaparece, assim como a hostilidade para com suas noivas. Decepcionantemente mais convencional e próximo de mimetizar as então chamadas “comédias sofisticadas” americanas, esse filme de Shimazu se

Filme do Dia: Inki and the Minah Bird (1943), Chuck Jones

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I nki and the Minah Bird (EUA, 1943). Direção: Chuck Jones. Música: Carl W. Stalling. Montagem: Treg Brown. Os encontros e desencontros entre um leão, um jovem pigmeu e um pássaro preto – ainda que o leão tenha sido esquecido no título original (a determinado momento, e por um curto espaço de tempo, o pigmeu é inclusive esquecido e a interação se dá apenas entre o pássaro e o leão). O estilo menos perfeccionista e seus cenários menos realistas já antecipam o caminho que a animação posteriormente enveredará – sobretudo através da forte influência do grafismo dos estúdios UPA. Seu surrealismo acede que um jovem pigmeu africano ao caçar uma borboleta e quase acerta-la tenha como revide, após uma olhada sintomaticamente cúmplice ao espectador,   um brado de leão que o faz correr desesperado.   E o soturno pássaro negro de andar cadenciado é um de seus maiores atrativos. Leon Schelesinger Studios para Warner Bros. 7 minutos e 28 segundos.