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Filme do Dia: A Lagoa Azul (1949), Frank Lauder

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  A  Lagoa Azul ( The Blue Lagoon , Reino Unido, 1949). Direção Frank Lauder. Rot. Adaptado John Baines, Michael Hogan & Frank Launder. Fotografia Geoffrey Unsworth. Música Clifton Parker. Montagem Thelma Connell. Dir. de arte Edward Carrick. Figurinos Elizabeth Hennings. Com Jean Simmons, Donald Houston, Susan Stranks, Peter Rudolph Jones, Noel Purcell, James Hayter, Cyril Cusack, Maurice Denham. Os garotos Michael (Jones) e Emmeline (Stranks) são salvos do naufrágio do barco no qual viajavam na Inglaterra vitoriana, pelo tripulante Paddy (Purcell), e passam a vagar na canoa pelo oceano até descobrirem uma ilha deserta. Lá tentam sobreviver, embora Paddy, embriagado, venha a cair de um penhasco alto no mar. As crianças, acordando assustadas com o grito, encontram o cadáver pouco depois. E crescem na ilha, tornando-se adultos (Simmons e Houston), tendo que se deparar com gananciosos comerciantes de pérolas, Murdoch (Hayter) e Carter (Cusack) que por lá sorrateiramente ap...

Filme do Dia: Kerjus (1985), Rein Raamat

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  K erjus (União Soviética, 1985). Direção e Rot. Original: Rein Raamat. Fotografia: Janno Põldma. Música: Lepo Sumera. Em inverno rigoroso, cão fiel a um pedinte, que na verdade é uma mera escultura de madeira, nunca se afasta demasiado dele, defonte uma casa abandonada, na qual se refugiam filhotes de gato, que rapidamente vencem a animosidade inicial do cão, e onde se abriga um músico com seu violão, que ocasionalmente alimenta e mima o cão. Uma retroescavadeira começa a demolir a casa diante o cão se encontra. O homem que lá se encontrava abrigado, sai calmamente com seu violão. O cão, no entanto, permanece fiel a seu “dono”. Irretocável em termos da qualidade de sua animação, assim como da inserção de imagens de ação ao vivo para o que é observado pela janela da casa, esse curta peca por uma abordagem demasiado sentimental de seu tema, que pretende provocar um efeito dramático partindo do mote da irrestrita fidelidade do cão ao ser humano, ainda quando seja uma mera cópia ...

O Dicionário Biográfico de Cinema#322: Mabel Normand

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Mabel Normand   (1894-1930), n. Boston, Massachussets " Mabel" foi a coisa doce jovem do estúdio Keystone, a bela e morena garota, com olhos muito vivos, que ama pular em piscinas e que excitou os corações de Chaplin e Fatty Arbuckle nos anos iniciais da Primeira Guerra Mundial. Uma contemporânea de Mary Pickford e das Irmãs Gish, foi uma das primeiras a provar que uma garota de boa aparência, com charme e um senso de diversão poderia ser bem sucedida no cinema, sem qualquer pretensão especial a interpretar. A Keystone ajudou a configurar a fazê-la parecer a mais charmosa - ou como Chaplin o pôs, a bela em meio às feras.  E la foi modelo antes de juntar-se a Griffith na Biograph, em 1911. Ainda com apenas 16 anos, atuou diversas vezes para ele, mais notoriamente em The Squaw's Love [ Amor de Índio ] (11), em que ela deu um mortal para trás em um rio na primeira tentativa. Mas foi Mack Sennett que a utilizou mais na Biograph, como a atração feminina em curtas de ainda mai...

Filme do Dia: The Water Nymph (1912), Mack Sennett

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  T h e Water Nymph (EUA, 1912). Direção: Mack Sennett . Com: Mabel Normand , Mack Sennett, Ford Sterling, Gus Pixley, Edward Dillon, Mary Maxwell. George (Sennett) convida sua namorada (Normand), que ainda não apresentou aos pais à praia, pois o pai, subitamente energizado, quer se divertir e paquerar. Ao lá chegarem, o pai se sente atraído justamente pela namorada de George e lhe corteja, abandonando a mulher na mesa do restaurante. O encontro dos quatro à mesa ao final é o momento em que George a apresenta aos pais, ainda que o pai não disfarce sua frustração. Esse, que é considerado o primeiro curta que Sennett realizou com suas “bathing beauties” (ironizadas de forma marcante em  Flim Flam Films , animação com o Gato Felix) praticamente deixa em segundo plano o amor cortês e apropriado entre os jovens para apresentar a lubricidade do velho pai. Como era costume na época, a figura feminina surge como completamente passiva aos cortejos de outro homem, mesmo se encontrando...

Dicionário Histórico de Cinema Sul-Americano#148: Suriname

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  SURINAME . (República do Suriname). Antigamente colônia britânica, depois holandesa, o Suriname se tornou independente da Holanda em 1975. Margeado pela Guiana ao oeste, pela Guiana Francesa  ao leste, pelo Brasil ao sul e pelo Oceano Atlântico ao norte, o Suriname tem uma população atualmente de apenas um pouco mais de 500 mil habitantes, e é o menor estado autônomo na América do Sul. Como as vizinhas Guianas, a maior parte da população vive na região costeira norte (que inclui a capital, Paramaribo), e o país igualmente não possui uma verdadeira história do cinema, ainda que um proeminente diretor nascido no Suriname, Pim de la Parra, tenha escrito e dirigido mais de vinte e cinco longas desde 1965 (*). Habitado por variadas populações indigenas, incluindo o grupo de fala arawak nomeado "surinen", a área foi visitada por exploradores franceses, espanhois e holandeses no século XVI e foi estabelecida (em Marshall's Creek) pelos ingleses, que chamaram o território de Su...

Filme do Dia: Lance Maior (1968), Sylvio Back

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  L ance Maior (Brasil, 1968). Direção: Sylvio Back. Rot. Original: Sylvio Back, sob o argumento de Nélson Padrella & Oscar Milton Volpini. Fotografia: Hélio Silva. Música: Carlos Castilho. Montagem: Maria Guadalupe. Dir. de arte: Luiz Hilário. Figurinos: Ilana Kwasinski. Com: Reginaldo Farias, Regina Duarte, Irene Stefânia, Isabel Ribeiro, Lourdes Bergmann, Sérgio Bianchi, Doralice Bittencourt, Maria Dora Carvalho, Joel de Oliveira, Lúcio Weber. Mário (Farias) é um jovem de baixa classe média que se divide entre a vendedora suburbana Neuza (Stefânia) e a ricaça estudante universitária Cristina (Duarte), não conseguindo um emprego nem levar para diante sua relação com as moças, recorrendo eventualmente a prostitutas. Back faz seu filme de “desencanto”, como boa parte dos realizadores do Cinema Novo contemporâneos ( O Desafio , Terra em Transe , São Paulo S/A , etc.), ainda que sem a mesma verve estilística ou precisão ideológica dos mesmos. Como nesses filmes, trata-se de u...

Filme do Dia: A Sombra no Rio (2025), Janielly Linhares

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  A   Sombra no Rio (Brasil, 2025). Direção Janielly Linhares. Rot. Original Janielly Linhares & Luiz Diego Garcia. Montagem Wellington Gomes. Com David Backham, Alyson Gomes. Manuel (Gomes) e Vicente (Backham) são irmãos marcados pela morte do pai, que segundo Manuel teria escutado a voz do rio. Segundo este, um determinado dia, todos os homens da família viveriam este sortilégio, no qual saberiam que iriam partir. Vicente, por sua vez, não sente nada desta veia mística ou tampouco compreende porque deve venerar um local que foi responsável pela morte de seu amado pai. Curta que ao início tem alguns indícios não intencionais de ser voltado para temática gay apresenta,  como já se pode ter como pista seu título, um viés não muito amadurecido da mitologia, com efeitos nada instigantes, tocantes mais pelo que possui de amador – como é o caso, sobretudo da interpretação de um dos garotos. Qual é exatamente seu viés em relação à tradição (ou recusa desta) tampouc...

Filme do Dia: O Sereno Desespero (1973), Luiz Carlos Lacerda

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  O   Sereno Desespero (Brasil, 1973). Direção Luiz Carlos Lacerda. Rot. Adaptado Walmir Ayala & Luiz Carlos Barreto, a partir dos poemas de Cecília Meireles. Fotografia Rogério Noel. Montagem Ana Maria Magalhães. Com Arduíno Colassanti, Eliane de Itatinga, Rosana da Vinha, Tarcísio José, José Kléber, José Arthur Machado, Vera Manhães. Narrado por Isabel Ribeiro. E a voz de Ribeiro ecoa, lendo a posia de Meireles, enquanto observamos um “índio” cenográfico, evidentemente tão distante da realidade e idealizado quanto aquele lido na poesia. Além de fabricado pela produção deste curta. A nudez do mesmo deve ter sido influenciada pelo Como Era Gostoso o Meu Francês , sendo Lacerda várias vezes assistente de Nélson Pereira. Já se aproximando do final, após a exibição do corpo malemolente do jovem (prenúncio do Menino do Rio de Caetano) surfista (motivo visual reutilizado por Lacerda no bem posterior A Morte de Narciso ) é que um poema de Meireles provocará maior resson...

Filme do Dia: Alguém Morreu em Meu Lugar (1964), Paul Henreid

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  A lguém Morreu em Meu Lugar ( Dead Ringer , 1964, EUA). Direção: Paul Henreid. Rot. adaptado: Albert Beich & Oscar Millard, a partir do conto de Rian James. Fotografia: Ernest Haller. Música: André Previn. Montagem: Folmar Blangsted. Dir. de arte: Perry Ferguson.  Cenografia: William Stevens. Figurinos: Donfeld. Com : Bette Davis, Karl Malden , Peter Lawford, Philip Carey, Jean Hagen, George Macready, Estelle Winwood, George Chandler, Cyril Delevanti, Monika Henreid. Edith “Edie” Phillips (Davis), dona de um pequeno clube, do qual não consegue mais sequer extrair os aluguéis do local, decide matar sua rica irmã gêmea, Margaret DeLorca (Davis), à sangue-frio e incorporar a personalidade da falecida, assim como seus bens. Porém, incorporar Margaret significa atropelos desde os aposentos da casa até a presença de um policial, o Sargento Jim Hobbson (Malden), apaixonado por Edie e o vigarista Tony Collins (Lawford), amante da irmã. Cria-se uma empatia oblíqua com a assa...

Filme do Dia: Breaking of the Crowd at Military Review at Longachamps (1900)

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  B reaking of the Crowd at Military Review at Longchamps (EUA, 1900). . No mesmo momento em que produziu vários outros filmes na França, James H. White produziu esse registro de uma multidão que se levanta das cadeiras para acompanhar uma parada militar que fica sempre fora de quadro nesse filme de plano único. A motivação da multidão e a verdadeira compreensão da situação somente se dá pelo título e pelas referências do catálogo da companhia. Um homem e uma mulher chegam a subir em uma cadeira e se destacam diante da multidão, avaliada pelo catálogo em milhares de pessoas – das quais observamos no filme apenas uma módica amostra. Produzido por James H. White.  Edison Manufacturing Co. 43 segundos.

Filme do Dia: Pearl (2016), Patrick Osborne

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  P earl (EUA, 2016). Direção Patrick Osborne. Montagem Stevan Riley. Música Pollen Music Group. Dir. de arte Tuna Bora. Esta tola e aborrecida narrativa da relação entre pai e filha trovadores itinerantes pelas auto-estradas estadunidenses, até a filha buscar seus próprios voos, seguindo as inclinações paternas, e sempre com baladas musicais insossas ao fundo compõem este curta de animação indicado ao Oscar da categoria. A filha conquista a fama. Um dia lembra do pai e passa em sua casa para leva-lo a ter uma ideia de como é a apresentação da banda dela em meio ao assédio dos fãs. |Google Spotlight Stories/Evil Eye Pictures para Google Spotlight Pictures. 5 minutos e 42 segundos.

O Dicionário Biográfico de Cinema#321: Mack Sennett

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  Mack Sennett (Mikall Sinnott) (1880-1960), n. Danville, Canadá O nome Sennett é quase um adjetivo. Se houvesse nomeado o estúdio com seu próprio nome, ao invés de Keystone, a "comédia Sennett" representaria todo aquele frenético e inocente tumulto que simboliza um momento na história. Por suposto, Sennett inventou a "comédia cinematográfica". Em 1937, seu Oscar especial citou "sua duradoura contribuição  aos princípios básicos da técnica cômica nas telas, os quais são tão importantes hoje quanto foram os primeiros postos em prática." Q uais são estes princípios? Charlie Chaplin teve orientação do patrão: "Não temos roteiro - temos uma ideia, então seguimos a sequencia natural dos eventos até ela levar a uma perseguição, que é a essência de nossa comédia." Charlie desejava mais: foi para Sennett, que descobriu o olhar e a atitude do Vagabundo; e foi Sennett que, um ano depois, não se convenceria a pagar ao esperto britânico mil dólares por sema...

Filme do Dia: The Fatal Mallet (1914), Mack Sennett

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  The Fatal Mallet (EUA, 1914). Direção: Mack Sennett . Rot. Original: Charles Chaplin & Mack Sennett.  Fotografia: Frank D. Williams. Com:   Charles Chaplin , Mabel Normand , Mack Sennett, Mack Swain, Gordon Griffith. Enquanto dois homens (Chaplin e Swain) disputam os mimos de Mabel (Normand), um terceiro (Sennett) é seu verdadeiro amor – e também mais endinheirado. Os dois rivais fazem de tudo para se aproximarem de Mabel, inclusive se unirem contra o terceiro ou atacarem um ao outro, porém terminam juntos e molhados no lago, enquanto Mabel continua firme com seu verdadeiro amor. Uma das dezenas de filmes que  Chaplin  realizou para Sennett , em que a caracterização física e de vestuário do vagabundo já se faz presente, porém aqui impera os ditames da comédia pastelão e seu humor basicamente físico,  centrados sobretudo na troca de tijoladas trocadas entre os três personagens masculinos – dentre as primeiras tentativas  o vagabundo acerta equivoc...

Dicionário Histórico de Cinema Sul-Americano#147: Rómulo Gallegos

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GALLEGOS, RÓMULO . (Venezuela, 1884-1969). O mais conhecido escritor venezuelano, foi produtor e roteirista nos anos 1940 e também brevemente presidente do seu país (1948). Rómulo Gallegos escreveu o mais aclamado romance sul-americano da primeira metade do século XX, Doña Barbara  (1929). Nascido Rómulo Gallegos Friere, de uma humilde família de Caracas, tornou-se jornalista e professor escolar em idade bem jovem, atividades que lhe propiciaram apoio para sua escrita ficcional. Seu primeiro romance publicado foi El Ultimo Solar (1920). Seu segundo, La Trepadora , foi adaptada ao cinema venezuelano em 1925. Em 1927 Gallegos viajou a Apure no planalto central venezuelano (Llanos) para pesquisar para seu próximo romance, originalmente intitulao  La Coronela . Antes de publicá-lo visitou Bolonha, Itália, para uma operação de sua esposa, e lá trabalhou substancialmente na revisão do texto, que renomeou Doña Bárbara . O livro foi publicado na Espanha e foi novamente substancialment...

Filme do Dia: A Hora Final (1959), Stanley Kramer

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  A   Hora Final ( On the Beach , EUA, 1959). Direção Stanley Kramer. Rot. Adaptado : John Paxton, a partir do romance de Nevil Shute. Fotografia Giuseppe Rotunno. Música Ernest Gold. Montagem Frederic Knudtson. Dir. de arte Rudolph Sternad & Fernando Carrere. Guarda Roupa Joe King. Com Gregory Peck , Ava Gardner, Fred Astaire , Anthony Perkins, Donna Anderson, John Tate, Harp McGuire, Lola Brooks, Ken Wayne, John Meillon, Joe McCormick, Kevin Brennan. 1964. Após um vazamento nuclear em decorrência de ação bélica, a humanidade se vê condenada à extinção em curto prazo de tempo. Cada um lida como pode com a situação. O comodoro Dwight Lionel (Peck) realiza expedições com seu submarino. Moira (Gardner) anseia pelo seu retorno. O jovem casal Mary (Anderson) e Pete (Perkins) negociam a relação afetiva, quando Pete, subordinado de Dwight, encontra-se sobre a terra firme. O solitário Julian (Astaire) investe emocionalmente em corridas de carros. Difícil, mesmo qua...

Filme do Dia: O Quadro Negro (2000), Samira Makhmalbaf

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  O   Quadro Negro ( Takhté Sia , Irã/Itália/Japão, 2000). Direção: Samira Makhmalbaf. Rot. Original: Mohsen Makhmalbaf, Samira Makhmalbaf & Zaheer Qureshi. Fotografia: Ebrahim Ghafori. Música: Mohammad Reza Davishi. Montagem: Mohsen Makhmalbaf. Com: Said Mohamadi, Behnaz Jafari, Bahman Ghobadi, Mohamad Karim Rahmati, Rafat Moradi, Mayas Rostami, Saman Akbari, Ahmad Bahrami. Said (Mohamadi) é um dos inúmeros professores itinerantes curdos que buscam alunos com enormes quadros negros nas costas. Ele se vê como parte de um grupo predominantemente de homens idosos, para quem os seus serviços educacionais nada representam, na perigosa fronteira entre Iraque e Irã no período em que a guerra entre os dois países é travada. Said então se oferece a guia-los até a fronteira, casando-se no meio do percurso com Halaleh (Jafari), que possui um menino de tenra idade. Halaleh não quer muita conversa com ele, e o pai dela (Rahmati), passa dias sem conseguir urinar. Já Reeboir (Ghobadi)...

Filme do Dia: Rapaziada! (1981), Iskra Babich

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    R apaziada! ( Muzhiki! , URSS, 1981). Direção Iskra Babich. Rot. Original Iskra Babich & Valentin Mikhajlov. Fotografia Sergei Zaytsev. Música Vladimir Khomarov. Montagem Lyubov Butuzova. Dir. de arte Vasili Golikov. Figurinos Natalya Ivanova. Maquiagem Ye. Prokofyeva. Com Aleksandr Mikhaylov, Pyotr Glebov, Vera Alkhovskaya, Irina Ivanova, Mikhail Buzylyov-Kretso, Pyotr Krylov Aleksandr Pavlov, Anatoliy Solonitsyn. Pavel “Pavla” Zubov (Mikhaylov) retorna à casa dos pais após década e meia, apenas para descobrir, através de seu pai (Glebov), que a garota adotada pela família e em vias de ser encaminhada a um reformatório, por não ter uma educação, Polina (Ivanova), é filha de seu relacionamento com um amor do passado, Nastya, já falecida. Vivendo com um mulher que paga a maior parte das contas, Pavla não reage, inicialmente, de forma nada propícia a assumir as responsabilidades com sua filha. Porém, a situação começa a se transformar quando sua mãe (Alkhovs...

Filme do Dia: Maborosi (1995), Hirokazu Kore-eda

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  M aborosi ( Maboroshi no Hikari , Japão, 1995). Direção: Hirokazu Kore-eda. Rot. Adaptado: Yoshihisa Ogita. Fotografia: Masao Nakabori. Música: Ming Chang Cheng. Montagem: Tomoyo Oshima. Dir. de arte: Kyôko Heya. Cenografia: Keiji Akatsuka & Yoshihito Akatsuka. Figurinos: Michiko Kitamura. Com: Makiko Esumi, Takashi Naitô, Tadanabu Asano, Gohki Kashiyama, Naomi Watanabe, Midori Kiuchi, Akira Emoto, Mutsuku Sakura.  Após o suicídio aparente e inexplicável do marido, Ikuo (Asano), a jovem Yumiko (Esumi), com filho recém-nascido, sente-se crescentemente impotente diante desse fato doloroso. Cinco anos depois, ela decide se casar com Tamio (Naitô), que vive com sua filha em uma isolada vila de pescadores. Com o rigor estético que lhe é habitual, Kore-eda consegue traduzir toda a inquietação de sua protagonista através menos de redundantes diálogos que da austera composição visual de suas imagens, filmadas sempre a partir de uma câmera fixa (tendo como única exceção os pl...

Filme do Dia: Piece of Mind (2006), Ori Ben-Shabat

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  P iece of Mind (Canadá, 2006). Direção : Ori Ben-Shabat. Jovem anda pelas ruas com uma espécie de “mente” computadorizada acoplada a sua cabeça nesse curta que mistura ação ao vivo com efeitos visuais e de animação em 3 D. O ritmo das imagens, a trilha sonora e o “senso narrativo” são evocativos de um videoclipe.Vancouver Film School.   2 minutos e 37 segundos.

Filme do Dia: A Babel da Luz - Poemografilme sobre Helena Kolody (1992), Sylvio Back

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  A   Babel da Luz – Poemografilme sobre Helena Kolody (Brasil, 1992). Direção e Rot. Original Sylvio Back. Fotografia Walter Carvalho. Montagem Francisco Sérgio Moreira. Infelizmente sua banda sonora está bastante avariada na cópia em questão, proveniente de uma exibição na TV, prejudicando justamente a apreensão do que lhe seria mais caro: a escuta das poesias da poeta Helena Kolody, gaúcha como Back, recitados por ela própria, surgindo em diferentes ângulos e iluminações, e bastante expressiva. Ocasionalmente, cartazes destacam trechos dos poemas de Kolody recém – proferidos. Tocante tema musical instrumental ao final. |Sylvio Back Prod. Cinematográficas/Usina de Kyno. 10 minutos e 16 segundos.

O Dicionário Biográfico de Cinema#320: Margaret O'Brien

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  Margaret O'Brien , n. Los Angeles, 1937 N o térreo da residência dos Smith, em um subúrbio de St. Louis, cerca de 1904, houve uma festa adolescente. As duas crianças mais novas da casa rastejaram da cama e observaram das escadas. Mas foram percebidas e chamadas a descer por seus tolerantes irmãos mais velhos. Nenhuma festa foi interrompida de forma mais frutífera. Pois uma destas crianças, "Tootie", foi interpretada por Margaret O'Brien e com sua irmã, Esther, vivida por Judy Garland. Ela executa um deslumbrante cakewalk * ao som da música Under the Bamboo Tree . Precisamos ficar não muito surpresos que uma garota de sete anos consiga carregar sem destruir a maravilhosa graça da câmera de Vincente Minnelli de Meet Me in St. Louis [ Agora Seremos Felizes ]. Mais sutil é a discrição e intimidade do número, pois Agora Seremos Felizes  é a história de uma família que acontece de ser ilustrada por canções. A sequência do cakewalk nunca perde de vista do momento de glória...

Filme do Dia: Quatro Destinos (1949), Mervin LeRoy

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  Quatro Destinos ( Little Women , EUA, 1949). Direção: Mervin LeRoy. Rot. Adaptado: Andrew Solt, Sarah Y. Mason & Victor Heerman, baseado no romance de Louisa May Alcott. Fotografia: Robert H. Planck & Charles Edgar Schoenbaum. Música: Adolph Deutsch. Montagem: Ralph E. Winters. Dir. de arte: Cedric Gibbons & Paul Groesse.  Cenografia: Edwin B. Willis. Figurinos: Walter Plunkett. Com: June Allyson, Peter Lawford,  Margaret O’Brien , Elizabeth Taylor, Janet Leigh, Mary Astor, Lucile Watson, Rossano Brazzi, C. Aubrey Smith.       Numa família que já viveu com maior fartura,  uma mãe (Astor) e suas quatro filhas vivem longe do marido, afastado para a guerra. Uma dentre elas, a mais velha, Jo (Allyson), sonha em se tornar escritora. Ela desperta a paixão do rico Laurie (Lawford), porém Jo não quer se transformar na típica esposa que Laurie pretende dela. Ela parte para Nova York. Lá conhece um professor de línguas da casa em que se torna gover...