Filme do Dia: Ouro de Coelho (1942), Robert Clampett

 


Ouro de Coelho (The Wacky Wabbit, EUA, 1942). Direção: Robert Clampett. Rot. Original: Warren Foster. Música: Carl W. Staling. Montagem: Treg Brown.

Garimpeiro se aventura pelo deserto inóspito. Depara-se com ninguém  menos que Pernalonga que o enreda em uma série de situações, que culminarão na sua disputa pelo dente de ouro do coelho.

Quando se compara com outro curta, de apenas três anos antes, produzido a partir de um tema similar, A Corrida do Ouro, com um personagem em busca de ouro, tem-se a dimensão da diferença. Aqui não apenas a interação entre os personagens ganha proeminência – enquanto naquele praticamente um apenas escutava a história do outro ao longo de praticamente todo o curta – como nessa interação há uma bem maior dose de licença surreal, a partir do momento já em que se tem um coelho em interação com um humano, uma versão algo mais roliça de Hortelino, enquanto naquele todo o universo era de cachorros. E assim também pode ser vista a dinâmica do exagero, com a trouxa carregada pelo mineiro como várias vezes o seu próprio tamanho. Existe alusões, inclusive, a questão de gênero, como o habitual beijo na boca dispensado por Pernalonga em seu rival e, mais que isso, com o momento em que ao ter seus trajes desnudados, o garimpeiro gordo fazia uso de um corpete feminino para tentar domar a própria gordura. E, como golpe de misericórdia, na última gag o garimpeiro acredita ter conseguido o dente de ouro de Pernalonga, porém quando abre a boca para sorrir é o seu que se encontra em falta. Quatro canções tradicionais são aqui evocadas, sendo a mais célebre de todas Oh Suzana.  Leon Schlesinger Studios para Warner Bros. 7 minutos e 20 segundos.

 

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