Filme do Dia: Thanatopsis (1963), Ed Emshwiller
Thanatopsis (EUA, 1963). Direção e
Fotografia: Ed Emshwiller. Com: Bac Arnold, Mac Emshwiller.
Nesse curta experimental em preto e
branco, o que mais surpreende são os efeitos imagéticos do corpo em movimento,
semelhantes ao de uma fotografia com velocidade lenta, assim como a precisão da
montagem associada ao enquadramento. O rosto de um homem em primeiro plano é
cercado, por todos os lados, por uma mulher que não para de efetuar movimentos.
Fazendo uso de técnicas nunca antes utilizadas, o filme parece visualmente
supreendentemente moderno para a época em que foi realizado, mesmo quando
comparado com contemporâneos do New American Cinema, a exemplo de Kenneth
Anger, cuja antecipação visual de efeitos parece se encontrar mais na década de
1950. Suas experimentações com o movimento humano remetem ao pioniero uso de
tal recurso em filmes como os de Marey, antes mesmo do “surgimento” do cinema.
Destaque para a seqüência em câmera acelerada pelas ruas de uma cidade, do qual
apenas se percebe a distorção das luzes causando um belo efeito flu. 5 minutos.

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